sábado, 9 de abril de 2011
@ Educação à Distância
No dia 11 de abril, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais lança, por meio da TV Assembleia e da Escola do Legislativo, seu primeiro programa de educação à distância que une internet e televisão. A TV Escola abordará, em seu primeiro programa, o tema "História Política de Minas Gerais: uma introdução crítica". São 25 teleaulas em cinco módulos, que servirão de base para estudos desenvolvidos em uma comunidade virtual. Essa comunidade já está disponível, bastando acessar o endereço ead.almg.gov.br e clicar no link da Comunidade do Programa TV Escola, Curso História Política de Minas Gerais. Trechos do primeiro programa podem ser conferidos no YouTube.
Para acompanhar as discussões ou rever as teleaulas, a qualquer momento, o interessado deve cadastrar-se na comunidade virtual. A participação nos debates e estudos, no entanto, será restrita a 50 alunos matriculados no curso à distância, sobre o mesmo tema. A primeira turma será reservada aos professores de história, que devem informar a instituição pública ou privada em que trabalham, no momento da inscrição. Não há custo para os participantes. As inscrições já podem ser feitas no endereço da comunidade virtual, e prosseguem até se esgotarem as vagas ou até o dia 7 de abril. No ambiente, o telealuno poderá obter mais informações sobre a certificação do curso.
O curso é coordenado pelo historiador Luiz Fernandes de Assis, professor da Escola do Legislativo, que também acompanhou toda a adaptação das aulas para o formato audiovisual, desde a roteirização até a aprovação das teleaulas editadas. A TV Escola começou a ser planejada em agosto de 2010. A produção mobilizou diversos setores da casa e contou com mais de 60 servidores e terceirizados envolvidos com a sua produção, entre atores, repórteres, editores, jornalistas, fotógrafos, produtores, educadores e outros.
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Acessar EAD/ALMG
link da Comunidade do Programa TV Escola, Curso História Política de Minas Gerais.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
@ L U T O

Atirador no Rio - Imagens do circuito interno de escola mostram ataque
Realengo: vídeo mostra a fuga dos alunos no ataque à escola Tasso da Silveira
Escolas municipais não têm porteiro
Quantidade de inspetores também seria insuficiente: apenas 550 para 1.063 colégios
Um profissional que deveria estar presente nas escolas como condição básica de segurança simplesmente não existe na rede municipal de ensino. Segundo o gabinete da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) e o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), a prefeitura não possui em seus quadros porteiros para atuarem no controle de acesso aos colégios. E um ofício da Secretaria de Educação, de julho do ano passado, ao qual o GLOBO teve acesso mostra que a quantidade de inspetores seria insuficiente: à época, eram apenas 550 para um total de 1.063 unidades.
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Massacre de alunos choca e acirra debate sobre segurança
Em uma das maiores tragédias brasileiras envolvendo assassinato de crianças, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, por volta das 8 horas de ontem, dizendo que ia dar uma palestra. Depois de conversar com uma das coordenadoras, foi a uma sala de aula, sacou dois revólveres e abriu fogo. Ao todo, matou 12 crianças e feriu outras 12. No fim, baleado e acuado por um policial, se matou.
Violência desafia governos e educadores
Realengo: ‘Atirador treinou uso das armas’, diz deputado
Autor de ataque em escola de Realengo deixou carta; leia trechos
Pais devem conversar com os filhos sobre atentado mesmo que eles não perguntem, diz Içami Tiba
Secretaria de Educação do Rio deve prestar atendimento integral às vítimas, diz movimento social
quarta-feira, 6 de abril de 2011
@ Rubem Alves
Por Rubem Alves
Os olhos são órgãos marotos. Mesmo perfeitos, não são dignos de confiança. "Não vemos o que vemos; vemos o que somos", escreveu Bernardo Soares. A gente pensa que os olhos põem dentro o que está longe, lá fora, quando o que os olhos fazem é por lá longe o que está dentro.
É o caso dos olhos do pai e os olhos do apaixonado por sua filha... Olho de pai é olho que se educou com a vida. Conhece a menina, viu-a nascer, crescer, voar, cair... Alegrou-se nos dias de sol, entristeceu-se nos dias de sombras e escuridão.
Os olhos do apaixonado são diferentes. Neles mora uma pitada da loucura que se chama fantasia. O apaixonado vê como realidade aquilo que existe dentro dele como sonho. Versinho enorme de Fernando Pessoa: "Quando te vi, amei-te já muito antes". Traduzindo: vejo no seu rosto o rosto que já morava dentro de mim, adormecido... O apaixonado é um porta-sonhos.
Vocês, meu leitores, não devem estar percebendo a propósito de que é essa meditação sobre os olhares. É que eu escrevo por meio de parábolas, e o que está em jogo é um pai de olhar claro, uma donzela linda, sua filha, e um apaixonado que vê com olhos de poeta. Respectivamente, o professor José Pacheco, a Escola da Ponte e eu, Rubem Alves.
Visitei Portugal, acho que no ano 2000, e lá conheci uma escola diferente: a Escola da Ponte. Para mim, foi um espanto. Fiquei apaixonado e escrevi um livrinho sobre ela: "A Escola com que Sempre Sonhei Sem Imaginar que Pudesse Existir". Amei a Escola da Ponte, amor à primeira vista.
Sou um educador. Escrevi muitas coisas sobre a educação no transcorrer da minha vida. Mas, de tudo o que escrevi, acho que minha contribuição mais significativa para a educação foi esse relato espantado e apaixonado.
A Folha publicou uma entrevista com o título "O lado escuro da Escola da Ponte" (7 de março de 2011). Nessa entrevista, o professor José Pacheco manifestou a sua preocupação com esse livro, exatamente por ele ter saído de um olhar apaixonado. A paixão obscurece os olhos que se põem então a construir mitos. E os mitos podem ser enganadores. O meu livrinho poderia levar os leitores a fantasiar coisas maravilhosas sobre a escola que não correspondem à realidade.
O que são mitos? Mitos são sonhos transformados em poesia. E a poesia tem poderes mágicos de transformar e dar vida. Quem explica o mito é Fernando Pessoa:
"O mytho é o nada que é tudo;/ Sem existir, bastou./ Por não ter vindo foi vindo e nos creou./ Assim a lenda se escorre a entrar na realidade/ E a fecundá-la decorre".
A visão mítica, que não é intencional, acendeu sonhos que dormiam em mim. Aí me vieram ao pensamento estes três textos que dizem o que penso.
Primeiro, Miguel de Unamuno: "Recuerda, pues, o sueña tú, alma mia -la fantasia es tu sustancia eterna lo que no fué; com tus figuraciones hazte fuerte, que eso es vivir, y lo demás es muerte".
Depois, as palavras de Tolstói, que Guimarães Rosa cita com aprovação: "Se descreves o mundo tal como é, não haverá em tuas palavras senão muitas mentiras e nenhuma verdade".
Finalmente, esse delicioso poeminha de Mário Quintana sobre as utopias: "Se as coisas são inatingíveis, ora... não é motivo para não querê-las. Que tristes os caminhos se não fora a presença distantes das estrelas".
Continuarei a apontar para as estrelas...
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@ Jovens
As mulheres são a maioria entre os jovens de 18 a 24 anos que concluíram o ensino médio, mas não trabalham nem continuam estudando. Elas representam 74,7% desse total, de acordo com dados do boletim “Na Medida”, publicado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Educacionais (Inep).
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Quem são os jovens que não frequentam a escola e que não estão no mercado de trabalho?
ANO 3 Nº 6 - 2011 - Boletim de Estudos Educacionais do Inep
@ Porquê Pensar?
Por Boaventura de Sousa Santos
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O que significa Pensar Vivo?
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A invenção das crenças
Entrevista//Adauto Novaes: Um mundo mutante
@ Rato [!?]
Por Gabriel Perissé
Certa vez, um professor cismou que era um rato. Passou a comer restos de comida todos os dias. Trazia lixo para dentro de casa. Rastejava. Deixou os fios de seu bigode crescerem. Acreditava que eram uma antena que o ajudava a se locomover em ambientes sem luz.
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@ Sebastião Rocha
Esse texto faz parte da coleção “Histórias que mudam o mundo”, criada e mantida pelo Museu da Pessoa. Nela, encontram-se grandes e pequenas histórias de mudanças que acontecem todos os dias ao nosso redor, transformando vidas e fazendo do mundo um lugar mais justo, mais bonito e mais feliz.
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@ Colégios de Aplicação
A direção do Colégio de Aplicação da UFRJ (CAp-UFRJ) suspendeu as aulas ontem para a realização de uma plenária com professores, a fim de discutir a minuta de uma portaria do Ministério da Educação (MEC) que pode mudar as atuais regras da instituição. Há um temor por parte da Associação de Docentes da UFRJ (Adufrj) de que, se aprovado, o texto interfira na autonomia da universidade, subordinando a escola às regras do estado ou do município. Amanhã a direção da unidade irá a Brasília se reunir com outros diretores de colégios de aplicação federais.
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Proposta de regulamentação dos CAp: uma afronta à autonomia universitária
sábado, 2 de abril de 2011
@ Prêmio Itaú-Unicef
Prêmio reconhece o trabalho de ONGs com crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade
A 9ª edição do Prêmio Itaú-Unicef foi lançada nessa terça-feira (29/03), durante o primeiro dia do Seminário Internacional de Educação Integral, no Espaço Apas, em São Paulo (SP). O Prêmio existe há 16 anos e reconhece o trabalho de ONGs que desenvolvem ações socioeducativas com crianças, adolescentes e jovens entre 6 e 18 anos em situação de vulnerabilidade por todo o País.
O tema deste ano, “Educação Integral: Experiências que transformam”, dialoga com uma das metas previstas no Plano Nacional de Educação, que prevê a implantação da Educação Integral em 50% das escolas públicas brasileiras. “O Prêmio é importante nesse sentido. Queremos trabalhar com o conceito de indivíduo de forma mais ampla, articulando os saberes de dentro e de fora da escola. O Prêmio mobiliza atores que podem possibilitar esse desenvolvimento mais amplo", afirma Riccomini.
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As ONGs têm até 31 de maio para se inscrever. As fichas de inscrição e o regulamento estão disponíveis nos escritórios do Unicef, nas agências do Banco Itaú e no site ( clique aqui )
@ Educação Integral
Pesquisa realizada pela Fundação Itaú Social, Unicef e Cenpec, com iniciativas de governos municipais, estaduais e de organizações da sociedade civil, estimula reflexão sobre o desafio de educar para o desenvolvimento pleno do ser humano
A Fundação Itaú Social, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) lançam hoje, em São Paulo, a publicação Tendências para a Educação Integral, fruto da pesquisa Perspectivas da educação integral, realizada junto a 16 iniciativas protagonizadas por governos municipais, estaduais e organizações da sociedade civil.
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Leia a publicação Tendências para a Educação Integral aqui.
fonte
quarta-feira, 30 de março de 2011
@ Educação Especial
O Globo - 30/03/2011
Para professora, alunos não compartilham a língua nas escolas convencionais
A diretora de Políticas Educacionais e coordenadora de Ensino de Libras na Universidade Federal de Santa Catarina, Patrícia Luiza Ferreira Rezende, disse, em e-mail ao GLOBO, que é contra a forma como o Ministério da Educação executa a política de educação especial no país. "Infelizmente, a Lei da Libras, o decreto e a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência não têm sido cumpridos a contento pelo MEC. A atual política de inclusão insiste em colocar crianças surdas junto com as ouvintes, sem haver um compartilhamento linguístico entre elas. Nesses espaços, as crianças surdas oriundas de famílias ouvintes não adquirem sua língua natural de forma espontânea, como as crianças ouvintes que compartilham a mesma língua da sua família interagindo e obtendo informações e, assim, construindo o conhecimento de mundo, que é aprofundado na escola. Como haver inclusão se não há aquisição linguística pela criança surda?"
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@ Bullying II
Caso australiano traz à tona discussão sobre violência praticada entre crianças e adolescentes O vídeo veiculado no You Tube que mostra a reação do adolescente australiano Casey Haynes, vítima de bullying, gerou comentários e trouxe à tona a discussão sobre a violência praticada entre crianças e adolescentes. As imagens mostram o adolescente de 16 anos recebendo socos do colega Richard Gale. Após sofrer os golpes sem apresentar nenhuma reação, Casey agarra seu agressor e atira-o com força ao chão.
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Levantamento realizado em 2009 pela ONG Plan e pelo Centro de Empreendedorismo e Administração em Terceiro Setor da Fundação Instituto de Administração (Ceats/FIA) com 5.168 estudantes de todas as regiões brasileiras.
terça-feira, 29 de março de 2011
@ Donos da bola
Foi ao completar um quebra-cabeça que ensinava palavras a seus alunos que Tânia Fortuna encontrou uma peça fundamental para entender a questão do brincar na escola. Depois de montar o jogo, um garoto da turma perguntou: "Professora, agora nós vamos brincar?".
A cena ocorreu há mais de 20 anos, mas a pergunta daquele aluno ecoa ainda hoje nas escolas, onde especialistas apontam distorções sobre como lidar com uma expressão tão genuína da infância.
O brincar tem papel essencial no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e físico das crianças. Ligado à descoberta, ajuda em operações de concentração, observação, percepção e análise. O educador, assim como descobriu Fortuna no início da carreira, é a peça fundamental desse quebra-cabeça. "Mas ele precisa achar um ponto de equilíbrio entre o total abandono e a didatização dessas atividades na escola", diz a pesquisadora, que está concluindo na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) doutorado sobre docentes que sabem conjugar o verbo. Segundo Renata Meirelles, pesquisadora da cultura da infância, há um excesso de direcionamento dos professores nas atividades, com hora para começar e acabar.
Jurada do Programa pelo Direito de Ser Criança (que premia instituições de ensino que valorizam o brincar), ela aponta que há "uma confusão entre brincar e desenvolver uma atividade específica". E a brincadeira, defende, "não precisa vir carregada de conteúdos escolares".
"INFÂNCIA INDOOR"
Geração da chamada "infância indoor", confinada nas grandes cidades, meninos e meninas encontram na escola um dos poucos espaços reservados para brincar. Quando a brincadeira ganha espaço na escola, a discussão volta-se para quem é o "dono da bola". Em campo, o papel do educador é de árbitro, técnico ou jogador?
Adriana Friedmann, autora de "O Desenvolvimento da Criança através do Brincar" (ed. Moderna), diz que o educador deve saber escutar e observar durante a brincadeira. "Tem que assumir o papel de antropólogo."
Para Fortuna, o professor tem que "entrar na brincadeira". "É parceiro", afirma Flora Giannini, diretora do Espaço Brincar, instituição privada de educação infantil de São Paulo. "Ele assume com as crianças os riscos, as ousadias e os imprevistos", completa Renata Meirelles.
ESPAÇO COMO ALIADO
Na creche da USP, crianças correm, escalam e balançam numa área sombreada por grandes árvores. Outras desenham na terra -só param para observar uma borboleta que passa. "O espaço deve ser um aliado", diz Rodrigo Flauzino, coordenador pedagógico do lugar. Mas o relatório "Educação Infantil no Brasil" ( ver apresentação ), lançado pela Fundação Carlos Chagas em 2010, feito em instituições públicas e particulares de seis capitais brasileiras, detectou que espaços e atividades das creches e pré-escolas avaliadas são inadequados -de zero a dez, a média é de três pontos.
"Isso é reflexo de uma ignorância generalizada", afirma Maria Malta Campos, coordenadora da pesquisa.
A socióloga Gisela Wajskop, autora de "Brincar na Pré-Escola" (ed. Cortez), completa que os espaços escolares não são oásis do lúdico.
São marcados pela falta de contato com a natureza, sem áreas para desafios motores e com excesso de brinquedos, em vez de uma oferta de objetos diversos que estimulem o imaginário.Há casos em que o espaço de brincar se limita a uma salinha lotada de brinquedos. "Assim, a escola só induz crianças consumistas. Brincar é uma linguagem e não um comportamento."
Matéria publicada no jornal "Folha de S.Paulo", edição do dia 28/03/11.
@ Fim da brincadeira
O recreio das crianças inglesas não é só a hora de encontrar os colegas da escola. É também quando jogos tradicionais e ícones da era digital se encontram entre uma brincadeira e outra.
É o que apontou o estudo "Children's Playground Games and Songs in the New Media Age" (brincadeiras e cantigas infantis na nova era da mídia), lançado neste mês (www.bl.uk/playtimes).
Desenvolvido pelas universidades de Londres, Sheffield e East London com a British Library, o projeto acompanhou, entre 2009 e 2011, o comportamento de alunos no recreio em duas escolas do ensino fundamental.
"Jogos e cantigas continuam passando de geração em geração. Descobrimos, no entanto, que a mídia e as novas tecnologias têm influência crescente", afirma Jackie Marsh, da Universidade de Sheffield.
A pesquisa apontou que as crianças acabam incorporando elementos da TV, da internet e dos videogames em suas brincadeiras.
Assim, personagens de desenhos animados viram protagonistas no pega-pega e os programas de auditório são reproduzidos nos jogos de faz de conta, por exemplo.
Segundo Marsh, o mais surpreendente é que a escola é "o único momento em que muitas crianças têm contato com brincadeiras e jogos tradicionais". Por pressão curricular, o brincar praticamente desaparece no ensino fundamental. Só há espaço para "disciplina e obediência", diz Gisela Wajskop.
Matéria publicada no jornal "Folha de S.Paulo", edição do dia 28/03/11.
@ Cidade Verde
Jogo educativo Cidade Verde foi criado pelo Mother Gaia Studio O game educativo Cidade Verde, criado pelo Mother Gaia Studio, empresa de Bauru formada por ex-alunos da Unesp, está a disposição de forma gratuita a partir desta segunda-feira (28/03).
“Iremos distribuir para todas as escolas publicas e privadas do Brasil sem custo algum”, informa Túlio Sória, um dos proprietários da empresa. O game já vendeu três competições internacionais e concorre ao prêmio Green Best2011. Antes comercializado, agora estará disponível gratuitamente no portal ( clique aqui ) para escolas interessadas e eventuais jogadores em busca de entretenimento.
Qualquer pessoa ou instituição de todo o Brasil pode baixar o programa. O jogo
No Cidade Verde o jogador entra na pele de um prefeito que deve construir sua cidade respeitando o meio ambiente, atendendo às necessidades sociais e entendendo a economia.
segunda-feira, 28 de março de 2011
@ Comunicação
@ Temporários
sábado, 26 de março de 2011
@ Sublimes
somos uma noite,
iluminados pelos mistérios,
envoltos pelos segredos e
suor da existência.
somos ciência,
possuidos pela fé,
voraz e insustentável.
descobrimos o vácuo
das incertezas,
tranformando-o em brisas
da lucidez e destruição.
somos pacientes,
curados pelo universo,
e sublimes,
movidos pela faísca
do criador.
somos algo,
nas profundezas do amor,
somos nada,
na embriaguez das conquistas.
e assim, continuaremos
a girar por respostas
e abraços.
mais poemas
@ José Pacheco
Sobre ética e ontologia
Por José Pacheco
Li num jornal uma referência a um estudo realizado pela Unesco no Brasil, cujas conclusões sintetizo: os professores consideram que o fracasso na escola é responsabilidade dos alunos, da sua "falta de vontade"; os alunos dizem que encontram mais ajuda em casa do que na escola, quando defrontam um problema; 76,7% dos professores afirmam que os alunos não fazem as lições por preguiça; para os estudantes, o bom aluno é o que obedece à professora, copia as tarefas e tem disciplina.
Na televisão, escutei uma professora: "Tirei uma licenciatura, mas não encontrei emprego. Nem podia dar aulas. Voltei à faculdade, para poder ser professora. Encarei esta necessidade com conformismo...". E numa sala de professores: "Eu queria era ser advogado. Mas só consegui arranjar emprego como professor.".
Quando lamentamos a desvalorização do estatuto social da profissão, teremos discernimento para entender por que projetamos uma imagem social tão negativa? Quando pensamos na indignidade do salário do professor e na degradação da escola pública, estaremos a pensar em causas, ou em consequências?
Dizia um amigo que pensar educação é pensar em problemáticas éticas e ontológicas. Antes de mais, o professor tem de desenvolver, em si, a capacidade de se libertar dos trilhos que, ao longo da sua caminhada, enformaram e construíram as suas representações de escola e de educação. Pensar a escola é reorientar o homem no mundo. É reconfigurar o espaço e o tempo de aprender e ensinar, reelaborando a cultura pessoal e profissional: "Tenho 18 anos de serviço e continuo a tentar ser professora. Infelizmente, cercam-nos muitos dadores de aulas que nos barram o caminho ou o tornam difícil. Para cúmulo, aqueles a quem servimos não nos respeitam e os nossos governantes não nos defendem. Mas fica sabendo que, mesmo assim, cá vamos resistindo e reinventando a nossa realidade".
Acompanho esses caminhos feitos de resiliência. Quero lá saber dos restantes! Quando essa professora me avisou de que os professores não desistentes da sua escola eram somente quatro num total de noventa e cinco, respondi-lhe que os quatro resilientes eram maioria.
Maioria como? - replicou. E expliquei: sois maioria porque os outros não existem. Acompanho, ajudo e aprendo com os que querem melhorar-se, melhorando as escolas. Os outros, como costumo dizer, morreram aos 20 e somente serão enterrados aos 60.
Concordo com Beda: "há três caminhos para a infelicidade: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina, não perguntar o que se ignora". Quando quis experimentar a vida de professor universitário, quis saber o que os meus alunos (futuros professores) esperavam do curso. A resposta foi unânime: Queremos saber dar aulas e manter a disciplina. Ao que retorqui: Então, meus amigos, mudai já de curso e de profissão, que ainda estais a tempo de serdes pessoas felizes. Perguntas que traduzissem senso crítico, nem uma escutei. Já não faziam perguntas, porque estavam a escassos meses de exercer a profissão de professor.
A retórica dos políticos nos diz que o futuro do Brasil está na educação. Mas que educação? Onde mora? Em escolas que vejo desfazerem-se, vandalizadas? Em escolas habitadas por professores desmotivados e gestores desmoralizados? Em escolas de paredes úmidas, onde a mesmice pedagógica e o tédio imperam?
Lévi-Strauss entendia que sábio não é o que fornece as verdadeiras respostas; é o que formula as verdadeiras perguntas. Embora os professores com quem venho aprendendo me digam que é perigoso perguntar, eu os desafio a pensar e a agir.
(*) Educador e escritor, ex-diretor da Escola da Ponte, em Vila das Aves (Portugal)
josepacheco@editorasegmento.com.br
artigo publicado na edição 167 da Revista Educação.
@ Educação Infantil
Por Gustavo Ioschpe
"Os ganhos para o país com a eliminação do analfabetismo serão muito maiores do que aqueles oriundos da universalização da pré-escola. Essa é a batalha que temos à nossa frente. Admitir distrações é quase um crime"
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@ Nature Publishing Index
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Nature Publishing Index: Global Top 50
These rankings are based on the number of papers that were published in 2010 from the institutions listed below. These rankings only include primary research papers that were published as "Articles & Letters" in Nature and/or Nature monthly research journals
@ Coordenador pedagógico
O coordenador pedagógico se consolida cada vez mais como formador, orientador de um trabalho coletivo e elo entre as pessoas, o projeto escolar e os conteúdos programáticos
Reger a escola do século 21 não é uma tarefa para qualquer maestro. Numa época em que se rediscutem espaço, tempo, modo, sujeito e conteúdo da aprendizagem, a figura do coordenador pedagógico se destaca como articuladora e representante dessa nova forma de pensar a educação. O coordenador é hoje - ou poderia ser - o elo a unir projeto pedagógico da escola, conteúdo programático e as pessoas envolvidas no projeto - professores, gestores, pais e alunos. E, para ele, é impossível harmonizar esses três polos sem responder a grandes questões da educação atual: de quem é a responsabilidade pelo aprendizado dos alunos? Como trabalhar o conteúdo de um currículo fixo de maneira diferente em cada turma? Como quebrar a barreira das disciplinas? Como apoiar o professor e contribuir com a sua formação?
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quinta-feira, 24 de março de 2011
@ Jogo do PIB
O novo Plano Nacional de Educação (PNE) pede que o Brasil aumente o investimento em Educação Básica pública de 5% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). Para isso, será preciso diminuir o investimento em outras áreas. Se a decisão estivesse na sua mão, quais desses gastos seriam riscados do orçamento?
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Balanço do Plano Nacional de Educação (PNE) 2001-2010
@ Bullying
O vídeo divulgado na internet gerou muita polêmica, mas quase ninguém se perguntou o que houve para a situação chegar a esse ponto. Confira a opinião dos especialistas
Uma cena de bullying gravada em vídeo se espalhou rapidamente pela internet nos últimos dias e ganhou destaque na imprensa mundial. As imagens, registradas em uma escola australiana, mostram o momento em que Casey Heynes - aluno de 15 anos constantemente agredido pelos colegas - se rebela e parte para cima de um de seus agressores. Com o sucesso na rede, Heynes passou de vítima a herói. Alguns dias depois, os dois garotos eram e ntrevistados em programas de televisão, apresentando sua versão dos fatos.
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terça-feira, 22 de março de 2011
@ Cidade Cantada
Após três anos lecionando para alunos de ensino fundamental e médio, a professora de geografia Júlia Pinheiro de Andrade percebeu que poderia abordar a temática da cidade de maneira mais criativa: passou a utilizar canções em salas de aula. “Por meio da arte, trabalhamos diferentes percepções juntamente com conceitos. O aprendizado será eficaz quanto mais associarmos diferentes linguagens”, afirma.
De acordo com Júlia, com a canção é possível estudar não apenas a letra, mas o contexto em que foi escrita, apresentando aos alunos os primeiros elementos para, posteriormente, uma análise conceitual mais aprofundada do tema tratado.
A ideia surgiu quando percebeu que os alunos tinham dificuldades para compreender a lógica das transformações do espaço urbano, pois diz respeito a representações abstratas da cidade.
“Quando se vive na sociedade urbana, onde há conflitos e inúmeras questões, é importante entender como a cidade se constrói, como diferentes sujeitos podem se apropriar desse espaço. A escola deve dar conta de pensar a cidade de modo crítico e criativo”, explica.
Júlia passou então a abordar a correspondência entre a canção como forma estética, a experiência urbana e as transformações do espaço da cidade. No entanto, isso poderia ocorrer não apenas nas aulas de geografia, mas em outras disciplinas também. “Então, desenvolver as diferentes formas de inteligência dos alunos: a musical e a sensorial, por exemplo”.
A relação que Júlia estabeleceu entre canção e ensino deu origem à sua dissertação de mestrado, defendida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP), trazendo a importância de trabalhar as diferentes linguagens da cultura no aprendizado.
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@ Britannica
Estudantes do ensino fundamental, matriculados em escolas públicas de todo o país, podem acessar o conteúdo da Britannica Escola Online em português. A ferramenta de ensino está disponível pelo Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
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@ Bolsas de formação
PORTARIA Nº 289, DE 21 DE MARÇO DE 2011
Dispõe sobre a concessão de bolsas de formação para professores da rede pública matriculados em cursos de Mestrado Profissional.
Art. 1º Criar a Bolsa de Formação Continuada destinada a professores da Rede Pública da Educação Básica, regularmente matriculados em cursos de Mestrado Profissional ofertados pelas instituições de ensino superior, devidamente aprovados pela CAPES na modalidade de educação a distância via Universidade Aberta do Brasil (UAB).
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mais informações
segunda-feira, 21 de março de 2011
@ Rios Voadores
Entrevista: Gerard Moss (*)
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"Estamos iniciando uma ação em escolas, nas cidades por sobre as quais os rios voadores passam: Londrina, Ribeirão Preto, Uberlândia, Brasília, Cuiabá e Chapecó. Começamos no dia 26 de abril em Ribeirão Preto. Vamos fazer com que as crianças estimem a quantidade de água atmosférica vinda da Amazônia. Num primeiro momento, vamos capacitar cerca de 180 professores e pretendemos atingir algo em torno de 30 mil crianças."
(*) Gerard Moss é o idealizador do projeto Rios Voadores , que mapeia o papel da Amazônia na produção de vapor d"água que alimenta outras regiões do País. Suíço e filho de pilotos de
rali, ele já voou ao redor do mundo em um monomotor da Embraer. Ao Estado, falou
sobre a iniciativa, patrocinada pela Petrobrás, que agora vai chegar às escolas
por meio de cartilhas, material didático e capacitação de professores.
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domingo, 20 de março de 2011
@ Reprovação
Recomendação do MEC para que as escolas não retenham os alunos dos três primeiros anos do ensino fundamental passa a valer em 2011. Medida causa polêmica, mas o DF adota modelo parecido desde 2005
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Receio de não passar de ano
Parecer CNE/CEB Nº 8/2010
quarta-feira, 16 de março de 2011
@ Piso Salarial
A indefinição sobre o cumprimento da Lei Nacional do Piso dos Professores pode ter um ponto final amanhã, três anos depois de ela ter sido aprovada por unanimidade no Congresso e assinada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará ação direta de inconstitucionalidade (Adin) dos governadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará e Mato Grosso do Sul, que foram contra e apresentaram questionamentos à legislação - Lei nº 11.738, de 2008. O processo tem causado confusão na aplicação das regras desde o início.
leia na íntegra
terça-feira, 15 de março de 2011
@ Juventude
Avanço nos marcos legais deve nortear 2ª Conferência Nacional da Juventude
A 2ª Conferência Nacional da Juventude, prevista para acontecer no final deste ano, deve trazer como tema central dos debates o avanço nos marcos legais. A denominada PEC da Juventude foi aprovada ano passado como Emenda Constitucionalnº 65. No entanto, os projetos de leis do Plano Nacional de Juventude e do Estatuto da Juventude estão parados no CongressoNacional.
“Além da PEC, não tivemos nenhum outro marco legal que pudesse traduzir esse jovem que foi colocado na Constituição”, segundo o presidente do ConselhoNacional da Juventude (Conjuve), Gabriel Medina. Eleito no final do ano passado, o militante representa o Fórum Nacional deMovimentos e Organizações Juvenis (Fonajuves), no conselho.
Outros temas também deverão ganhar força na 2ª Conferência, que busca ser umespaço plural de discussões. O evento pretende trazer debates ligados a ampliação da escolaridade e redução de defasagem idade/série; reformulação doensino médio; apropriação da banda larga pela juventude; mortalidade de jovens e outros.
* Portaria constitui comissão organizadora da 2ª Conferência de Juventude
O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), comemorou nesta quarta-feira (23), a publicação da Portaria nº 27 da Secretaria-Geral da Presidência da República. O documento constitui a comissão organizadora da 2ª Conferência Nacional de Juventude o que, na prática, é o primeiro passo para a realização do maior evento de participação democrática da juventude brasileira.
domingo, 13 de março de 2011
@ PNE 2011-2020
Plano Nacional de Educação
Comissão Especial poderá enfraquecer o PNE, segundo Campanha
POSICIONAMENTO PÚBLICO
Alerta a um possível equívoco no processo de tramitação do Projeto de Lei para o novo Plano Nacional de Educação (PL n° 8.035/2010)
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, articulação da sociedade civil brasileira que atua pela efetivação e ampliação dos direitos educacionais no país, vem a público manifestar preocupação com o processo de trâmite do Projeto de Lei de novo Plano Nacional de Educação (PL n° 8.035/2010) no Congresso Nacional. Concomitantemente, manifesta total contrariedade com as iniciativas de retirar da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados a atribuição precípua de conduzir o debate sobre o tema.
PNE poderá ser votado por comissão especial; medida restringe debate, diz movimento socialquarta-feira, 9 de março de 2011
@ Ensino Médio
QUE ENSINO MÉDIO QUEREMOS?
O formato do Ensino Médio não motiva os alunos. Seminário do Instituto Unibanco e do Todos pela Educação ressalta o problema da evasão escolar nesta época da formação escolar.
E você, acredita que o Ensino Médio sirva aos interesses dos jovens? O que deveria ser feito pra torná-lo mais interessante?
Guia para a realização de Grupos de Diálogo
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Veja a apresentação de Wanda Engel aqui.
Veja a apresentação de Elaine Pazzelo aqui.
Veja a apresentação de Ricardo Paes de Barros aqui.
Veja a apresentação de Eduardo Rios aqui.
@ Gênero
“Não tinha clareza de como colaborei para manter diferenças entre os sexos dentro da sala de aula, que eu mesma condeno e quero superar”. A confissão é de uma professora do ensino fundamental de uma escola municipal de Marília, cidade do interior de São Paulo. Os 100 anos do Dia Internacional da Mulher, comemorado na terça-feira (8/3), convidam a refletir sobre o assunto.
Na ocasião, a professora participava de um projeto de extensão do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero (Lieg) da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Durante 2010, ocorreu o módulo 1, intitulado “Gênero na Escola: aprimorando conceitos e discutindo práticas”. O projeto reuniu dados sobre a presença de práticas sexistas no ensino infantil e fundamental.
“As diferenças entre homem e mulher são culturais e não biológicas. O processo de construir essa diferenciação começa, principalmente, na escola, aos seis anos”, constata a coordenadora do Lieg, Lídia Possas. “Quando a criança passa pelas primeiras séries, ainda não distingue. O menino brinca com pulseira e a menina com bola”.
“Os professores falam de cores e brinquedos de meninos e meninas, separam as crianças em filas por gênero, bem como em atividades diferenciadas. Não envolvem ambos os sexos para um trabalho coletivo. Muitas vezes estimulam mais os meninos a falarem”, exemplifica a professora dedicada à pesquisa sobre a temática feminina no país há vinte anos, Tânia Brabo.
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Cultura e Gênero
segunda-feira, 7 de março de 2011
@ Escola da Ponte
Ex-diretor da Ponte, escola de Portugal conhecida por usar um método inovador que inspirou colégios brasileiros, admite ter batido em aluno
Célebre por subverter os paradigmas do ensino tradicional, a Escola da Ponte, criada em Portugal em 1976, ganhou notoriedade ao propor um projeto pedagógico diferente, em que não há séries nem professores divididos por disciplina.
Por trás de um método inovador, exaltado em "A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir" (Papirus, 2001), de Rubem Alves, houve uma instituição onde a violência era rotineira e foi importante -o estopim- para a implantação do método.
A revelação é feita por José Pacheco, um dos mentores do projeto e que esteve à frente da escola por mais de 30 anos. Ele admite ter batido em um aluno em 1976 e diz que o livro do brasileiro lhe "criou um problema".
Pacheco deve lançar, em meados do ano que vem, um livro sobre o lado obscuro da escola. Confira, a seguir, trechos da entrevista.
Folha - Depois do livro de Rubem Alves, a Escola da Ponte inspirou projetos de educação no Brasil...
José Pacheco - O Rubem Alves me criou um problema quando publicou o livro. Ele é um homem maravilhoso e um amigo, mas, sem querer, criou um mito, mostrando só o lado belo das crianças solidárias. A Escola da Ponte tem um outro lado. O lado feio. O lado da fragilidade humana e que é preciso revelar. Eu hoje no Brasil me preocupo em desfazer o mito sem chocar as pessoas, mas mostrando o lado da miséria humana que também fez a Ponte.
E que lado é esse?
É doloroso falar nisso. Há grandes lutas no projeto. No início, houve grande violência, tanto simbólica quanto explícita. Há 35 anos, havia uma prática comum na escola: professor batia em aluno e aluno batia em professor. Há o conflito entre pessoas diferentes enquanto não aprendemos a aceitar o outro.
A violência no início do projeto surgiu pela ruptura da noção antiga de autoridade?
Em 1976, havia na Ponte a chamada Turma do Lixo, constituída em sua maioria por jovens de 13 a 15 anos que não sabiam ler nem escrever. Esses jovens não eram violentos. Eram violentados.Além da violência simbólica, eles tinham uma experiência de vida tremenda. Chegavam cobertos de piolho, cheirando mal, bêbados, com fome, com falta de ternura e de vínculo amoroso.A violência não nasce com a pessoa. A violência aprende-se. Eles tinham aprendido essa violência, de modo que reagiam quando um professor os obrigava a fazer algo. Eles batiam nos professores.
E os professores?
Num primeiro dia de aulas, agora vou fazer uma revelação, bati num aluno que me bateu. Ele era mais alto que eu, tinha 14 anos -o Ricardo, que hoje tem 50 anos e é um homem maravilhoso.Eu fiquei envergonhado daquilo que tive que fazer, mas a partir daí ninguém mais bateu naquela escola. Nem aluno nem professor.Aquilo que estava instituído a partir do momento em que eu reagi, era o medo. Nunca eles imaginaram que um professor pudesse reagir.
Como a violência deixou de ser rotina na Ponte?
Desse medo inicial ao que Ponte se tornou hoje, há um processo feito com pessoas que compreenderam que não poderíamos continuar com a violência explícita nem com a simbólica, com um paradigma de ensino que faliu.Encontramos caminhos com alunos, pais e professores. Desse tempo em que precisei reagir até hoje, quando nem com o olhar nós ameaçamos, há todo um processo que deve ser desmitificado.
Rubem Alves diz que mitificação foi intencional
O projeto pedagógico "Fazer a Ponte" foi criado na década de 70 na instituição pública de ensino Escola da Ponte, em Vila das Aves, distrito do Porto, em Portugal.
Lá, crianças e jovens de idades diferentes aprendem em pequenos grupos com um interesse comum. Orientados por um professor, pesquisam sobre um tema e, depois, avaliam o conteúdo.
Se o aprendizado for considerado adequado, o grupo se dissolve, e formam-se outros para estudar outro tema.Ao se deparar com esse sistema de aprendizado, o escritor e colunista da Folha Rubem Alves quis transmitir o deslumbramento que sentiu.
"Eu estava tão encantado ao me defrontar com uma escola daquela que a minha tendência era deixar as coisas bonitas", disse.
O escritor admite que há mitificação em seu livro, "A Escola que Sempre Sonhei, sem Imaginar que Pudesse Existir", mas diz que, de certa forma, ela foi intencional.
"Há certas situações em que não é para ser objetivo, porque é o encantamento que faz as transformações."
Depois de quase 30 anos lutando contra os parâmetros do governo português para as escolas públicas, a Escola da Ponte conseguiu, em 2005, um contrato de autonomia com o Ministério da Educação. Nele, é reconhecida como uma escola pública distinta da tradicional.
Perguntada sobre o a revelação de José Pacheco, a atual direção diz que a melhor pessoa para falar sobre a época é mesmo o ex-diretor.
"Como qualquer projeto, é uma construção coletiva. É feito de pessoas com expectativas, convicções, opiniões e, consequentemente, de acordos e desacordos.
Matérias publicadas no jornal Folha de S.Paulo, edição do dia 07/03/03.
@ Ensino Religioso II
SIM
O encontro com o outro
por FRANCISCO BORBA RIBEIRO NETO (*)
A Constituição (artigo 210) e a Lei de Diretrizes e Bases (artigo 33) estabelecem a obrigatoriedade do ensino religioso facultativo na escola pública, respeitando a independência do Estado em relação às religiões (artigo 19 da Constituição).
Esse ensino poderá ter caráter confessional, desde que aberto à diversidade religiosa, como propõe o acordo entre o Brasil e a Santa Sé, ou deve ser obrigatoriamente não confessional, como propõe a Procuradoria-Geral da República?
Ao longo da história, as religiões têm sido o lugar de encontro entre as éticas privada e pública, em que o sentido da vida deixa de ser questão individual para se tornar uma construção social.O ensino religioso é um direito do jovem porque favorece a reflexão sobre o sentido da realidade e também a comparação entre sua tradição cultural, suas experiências pessoais e as propostas que encontra na sociedade.
A ausência do ensino religioso na escola não aumenta a liberdade dos jovens, mas a reduz, tornando-os mais suscetíveis a uma doutrinação camuflada -praticada por Estados totalitários e pela cultura da sociedade de massa.
Numa sociedade plural, o ensino religioso deve ser um espaço de encontro que não anula as identidades, mas que ajude a responder ao desejo de sentido das pessoas.Não deve representar a imposição de uma crença, mas a possibilidade de as várias crenças se encontrarem e se compararem, para que cada um possa -com liberdade- optar por aquilo que lhe parece mais verdadeiro.
O desafio da pluralidade não pode ser resolvido por meio de um suposto ensino neutro e não confessional, pois essa neutralidade não existe. Ateísmo e agnosticismo não são alternativos à religião, mas, sim, respostas determinadas à questão religiosa.Um ensino religioso não confessional determinado pelo Estado equivale à dominação de uma posição laicista sobre as demais.Enquanto em nossa sociedade as religiões se reconhecem como "confissões" e aceitam o direito de existência das outras, esse laicismo se considera acima das religiões, capaz de uma neutralidade que na verdade não existe.
Para respeitar a liberdade do aluno, o ensino religioso deve ser uma reflexão coletiva sobre o senso religioso de cada um e suas implicações sobre os sentidos da vida e da realidade. Como em qualquer disciplina, seu professor, para ter uma postura aberta e não doutrinária, deve reconhecer e explicitar seus pressupostos -o que, nesse caso, corresponde ao testemunho de suas convicções.
O desafio por trás dessa polêmica é o da amizade entre educador e educando como um vínculo que pode superar as barreiras ideológicas e os preconceitos, levando a um encontro com o outro e consigo mesmo. Se essa é uma utopia irrealizável, não só o ensino religioso, mas qualquer ensino, será sempre doutrinação e dominação. E a própria educação, como proposta humanista, será vã.
(*) FRANCISCO BORBA RIBEIRO NETO é coordenador de projetos do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP e um dos organizadores dos livros "Um Diálogo Latino-Americano: Bioética & Documento de Aparecida" (Difusão, 2009) e "Economia e Vida na Encíclica Caritas in Veritate" (Companhia Ilimitada, 2010).
Publicado no jornal Folha de S.Paulo, edição do dia 05/03/11.
@ Ensino Religioso I
As escolas públicas devem ter ensino religioso?
NÃO
Escola laica, liberdade e igualdade
por ROSELI FISCHMANN (*)
O lugar do ensino religioso não é na escola pública, mas na família e nas comunidades religiosas, para quem assim o quiser.Por ser ligado ao direito à liberdade de consciência, de crença e de culto, o ensino religioso depende de ser buscado, não de ser oferecido sob a égide do Estado, por ser matéria íntima, de escolha, segundo a consciência de cada pessoa.
Daí o caráter facultativo para o aluno que a Constituição estabelece para o ensino religioso nas escolas públicas, buscando preservar tanto o direito à liberdade de crença quanto a laicidade inerente à escola pública. Razões de ordem ética, jurídica, histórica e pedagógica amparam essa posição.
Crianças pequenas, de seis anos, iniciando o ensino fundamental, têm suas consciências tenras plasmadas pela escola. Quais as repercussões de conteúdos religiosos conflitantes ao que recebe no lar, em sua compreensão do mundo?
Aprender a não fazer ao outro o que não quer que lhe façam indica formação para autonomia, valorizando a alteridade -cerne da educação. Na escola, o respeito aos outros não pode ser amparado em divindade, mesmo para quem creia.
Porque amparar-se no inefável para garantir a não violência é menosprezar a capacidade humana de respeito mútuo e a própria fé, que não depende de constrangimento e submissão. A escola pública deve explicitar o que é humano (como a ciência) como mutável, porque falível e passível de debate e discussão, sempre sujeito a aperfeiçoamento. Como a Constituição.
A possibilidade de uma PEC que retire o parágrafo primeiro do artigo 210 da Constituição é uma urgência histórica, em prol das próprias religiões. Porque, ao tentar regulamentar o não regulamentável, qual seja, o acordo entre religiões sobre o que ensinar, como conteúdo único, a Lei de Diretrizes e Bases da educação criou mais dificuldades que soluções para o que já era problemático na Constituição.
Mesmo internamente a Constituição parece inconsistente, já que o seu artigo 19 estabelece que é vedado ao Estado "estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança" e "criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si".
Promover um ensino religioso que seja ligado a denominação religiosa específica no âmbito da escola pública (como propôs o acordo da Santa Sé com o Brasil) é promover distinção entre brasileiros.
Mesmo que fosse possível cumprir a promessa de que "todas as religiões serão oferecidas", seriam desrespeitados em seus direitos os agnósticos e ateus.
Supor que seja possível tratar as religiões de forma "neutra", na escola pública, é menosprezar consequências de perseguições e raízes de guerras religiosas que a humanidade travou. Propor ensino religioso como história das religiões pode ser adequado só para jovens e não crianças, e não terá sentido se o professor conduzir o ensino privilegiando sua crença ou descrença.A escola pública precisa ser entendida como lugar de desconstrução das discriminações que perpassam nossa cultura, de forma silenciosa ou denegada, que desrespeitam religiões e, sobretudo, seus adeptos, todos igualmente brasileiros e brasileiras.
Argumentar que a maioria "democraticamente" tem o direito de impor no espaço público sua crença e que na escola "só fará bem ter (uma certa) religião" reduz a democracia à tirania, pois nega o direito de as minorias serem integralmente respeitadas, a ponto de (como ensina Bobbio e dita a regra do jogo democrático) um dia se tornarem maioria.
(*) ROSELI FISCHMANN é coordenadora do programa de pós-graduação em educação da Universidade Metodista de São Paulo e pesquisadora do CNPq para o tema do ensino religioso. Foi membro da Comissão Especial de Ensino Religioso do Governo do Estado de São Paulo (1995-1996).
Publicado no jornal Folha de São Paulo, edição do dia 05/03/11.
domingo, 6 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
@ Financiamento ao Estudante
Redução do débito será de 1% por mês; maioria dos educadores da rede básica
O ministro da Educação, Fernando Haddad, assinou portaria ( PORTARIA NORMATIVA Nº 4, DE 2 DE MARÇO DE 2011 ) que regulamenta a oferta de empréstimos do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) para universitários dos cursos de licenciatura. Quem já é professor da rede pública ou vier a ser poderá quitar a dívida sem desembolsar dinheiro, com redução de 1% do débito para cada mês trabalhado. Universitários que lecionarem na rede pública poderão contar inclusive o tempo de trabalho durante o curso.
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Inep institui a Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente
PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 2 DE MARÇO DE 2011
Art. 1º Instituir, no âmbito do Instituto Nacional de Estudose Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, a Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente, a qual se constitui de uma avaliação para subsidiar a admissão de docentes para a educação básica no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
quinta-feira, 3 de março de 2011
@ Ensino religioso
Objeto de disputas, o ensino religioso tem sido praticado mais como eco das crenças de quem ensina do que como olhar sobre um objeto variado e multifacetado. Decisão do Superior Tribunal Federal sobre o ensino confessional poderá criar novo marco legal.
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Laicidade - Educadores e responsabilidade política
@ Ciência
Ao refletir sobre a educação científica no Brasil, químico e educador gaúcho defende que o ensino leve em conta a história e a filosofia da ciência - e que seja "indisciplinar"
No próximo dia 13 de março, Attico Chassot completará 50 anos de docência. Em seus primeiros anos como professor, deu aulas de matemática, ciências naturais e química para alunos das etapas que correspondiam aos ensinos fundamental e médio de hoje. A partir de 1966 passou a dar aulas no ensino universitário, tendo se aposentado como professor titular do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no princípio dos anos 90.
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REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 166
@ Educomunicação
Incentivar estudantes a produzirem informações pode tornar as aulas mais interessantes e combater a evasão. Essa é a avaliação do especialista em educomunicação, Ismar de Oliveira Soares, que neste mês lança o livro “Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação”.
Para ele, “a educomunicação é um conjunto de ações que visam criar ecossistemas comunicativos voltados para a prática da cidadania”.
Além do livro, Soares participou do lançamento do curso de licenciatura em Educomunicação da Universidade de São Paulo (USP), na última segunda-feira (28/2).
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Comunicação e Educação (USP)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
@ Trote e habilidades sociais
É o processo de socialização que vai determinar o desenvolvimento cognitivo da criança
Nesta época do ano, não há como não reparar nos trotes universitários. Em toda esquina com semáforo próxima a uma faculdade vamos encontrar, invariavelmente, grupos de calouros pintados.
Eles pedem dinheiro aos motoristas, acompanhados de perto pelos olhares dos alunos veteranos.
Alguns desses calouros participam alegremente da brincadeira, mas outros não.
É claro que não são raras as vezes em que podemos perceber que há alguns excessos da parte dos veteranos.
Pintar um ou uma colega pode até ser, de fato, um rito de passagem. Entretanto, atirar ovos, jogar pó de café, mel e farinha nos cabelos das garotas, derrubar potes de tinta no rosto dos rapazes -inclusive nos olhos-, passar a tesoura nas roupas deles não podem ser considerados outra coisa que não abuso.
Por isso, sempre fico envergonhada e constrangida quando cruzo com esses grupos nas esquinas da cidade.
Na semana passada, parei em um cruzamento e um calouro se aproximou de meu carro. Seu rosto estava tão alterado que eu decidi trocar umas palavras com ele, coisa que não costumo fazer.
Perguntei se eu poderia ajudá-lo de alguma outra maneira que não dando dinheiro a ele. O jovem ficou olhando para mim por alguns segundos, em silêncio, e em seguida disse que eu poderia tirá-lo dali.
Confesso que fiquei sem ação, paralisada e impressionada tanto com a expressão facial do garoto quanto com a sua resposta.
O semáforo abriu, precisei andar alguns metros até encontrar um local para estacionar o carro e voltei caminhando até o grupo, em busca de meu interlocutor.
Não consegui mais reconhecê-lo em meio a tantos calouros cobertos de tinta. Até hoje não consigo esquecer do pedido de socorro que ele me enviou e que eu não consegui atender.
Parecia uma criança assustada e sentia-se impotente para sair de uma situação muito difícil e opressiva.
Já vi, muitas vezes, expressões desse tipo estampadas nos rostos de crianças enroscadas em suas crises de birra ou de briga com colegas.
Depois que elas entram nesse tipo de situação, é muito difícil saírem delas sem a ajuda firme e serena de um adulto. Mas, além de conter situações desse tipo, os adultos precisariam fazer mais: ensiná-las a conviver, a desenvolver aquilo que chamamos de habilidades sociais.
Em tempos das chamadas redes sociais, que são contextos virtuais muito próximos dos mais novos, inclusive de crianças, tem sido bem difícil tanto para pais quanto para professores ter a compreensão da importância desse aspecto da educação.
Mais difícil ainda tem sido entender o quanto tal desenvolvimento influencia o crescimento intelectual e emocional dos mais novos. Temos tentado estimular o aprendizado cognitivo das crianças desde que elas são bem pequenas, mas temos dado pouca atenção ao seu processo de socialização. E é esse último que determina o maior ou menor desenvolvimento do primeiro.
O calouro que se sentia humilhado e impotente para sair da situação em que fora colocado por seus pares faz parte de uma geração que tem se socializado praticamente sozinha, sem grande ajuda de nossa parte. Sua reação e a atitude de seus pares mostram a falta que faz a nossa presença nesse processo. Isso é um alerta que deve promover nossa reflexão.
A Unesco, em seu documento a respeito da Educação para o século 21, aponta o que chamou de "Quatro Pilares" como os conceitos definidores do desenvolvimento humano. São eles: "Aprender a ser, aprender a conviver, aprender a fazer e aprender a conhecer".
São conceitos interligados, por isso precisamos dar atenção especial aos ensinamentos de como ser e de como conviver. Sem eles, não há conhecimento cognitivo que sirva para alguma coisa.
(*) Publicado no jornal "Folha de S.Paulo, em 22/02/11.
@ Desemprego
Estudo do Ipea mostra percepção dos brasileiros sobre mercado de trabalho e qualificação profissional
leia na íntegra
Leia a íntegra do SIPS sobre Trabalho e renda
Veja os gráficos da apresentação sobre Trabalho e renda
@ Percepção
leia na íntegra
Leia na íntegra o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre "educação"
Veja os gráficos da apresentação do SIPS sobre "educação"
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
@ Moção de Repúdio
Nós, alunos da rede pública, pais, professores e demais interessados no cumprimento do Edital PAAES da Universidade Federal de Uberlândia, reunidos no dia 13 de fevereiro de 2011, decidimos apresentar este documento como moção de REPÚDIO às liminares deferidas que, por força de mandado de segurança, autorizaram alunos das escolas particulares a participarem do processo seletivo desde a inscrição até a realização da matrícula dos aprovados para os cursos de graduação da UFU no Programa de Ação Afirmativa para ingresso no Ensino Superior.
Consta no item 1.3 desse edital que “A inscrição do PAAES/Subprograma 2010/2013 (1ª Etapa), a renovação ou inscrição no PAAES/Subprograma 2009/2012 (2ª Etapa) e a renovação no PAAES/Subprograma 2008/2011 (3ª Etapa) serão destinadas exclusivamente aos candidatos que tenham cursado, na rede pública, os últimos quatro anos do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio Regular.” No entanto, o que temos visto desde a primeira edição desse Programa é que os alunos da rede privada têm ganhado na justiça o direito de concorrer em pé de igualdade com os alunos da rede pública às vagas disponibilizadas para esse programa de ação afirmativa.
É válido ressaltar que nós, alunos da rede pública, não estamos concorrendo em condições de igualdade com os outros alunos, pois é notória a situação precária em que se encontram as nossas escolas públicas de ensino médio, o pouco investimento do Estado em instalações, infraestrutura física e modernização de ferramentas de aprendizagem. Os professores que nos dão aula fazem o que podem, dentro das condições de trabalho a que são submetidos, mas sabemos que é muito pouco se comparado com a estrutura e a aparelhagem das escolas particulares de Uberlândia e região.
Assim, queremos reforçar a ideia de que não há igualdade onde duas situações são extremamente desiguais, na medida em que o constitucionalmente garantido princípio da isonomia (art. 5º, CF/88) consiste em dar tratamento igual aos que estão em igualdade e desigual aos que estão em desigualdade; sendo assim, visível é que possibilitar a concorrência paralela entre alunos da rede pública e privada significa afronta direta ao referido princípio.
No item 3.10 desse edital, lemos o seguinte: “O simples ato de inscrição para o PAAES obriga o candidato a observar as normas contidas neste Edital, no Manual do Candidato, no Regimento Geral da UFU, constituindo aceitação expressa e plena de todo o regulamento pertinente ao Processo Seletivo.” Com isso, queremos deixar claro que não concordamos com as liminares que vêm sendo deferidas pela Justiça porque acreditamos que estão burlando as normas e regras tanto do Edital PAAES quanto da Resolução nº 20/2008 do Conselho Universitário da Universidade Federal de Uberlândia.
O Art. 2º da Resolução do Consun afirma, claramente, que o PAAES se constitui em um programa de políticas e ações institucionais voltadas principalmente para “combater a auto-exclusão” dos alunos da rede pública que se veem fora do mercado de qualificação profissional por não terem condições de lograr êxito nos processos seletivos, tais como no vestibular, e, por isso, se veem excluídos socialmente e sem acesso ao conhecimento acadêmico, engrossando a fila de desemprego, subemprego e vulneráveis a outras situações de risco, tais como o envolvimento com drogas e com a violência.
É importante ressaltar, ainda, que alguns alunos da rede privada, conscientes das regras explícitas no Edital, e valendo-se do comportamento ético esperado de todos os outros estudantes, sequer realizaram a inscrição neste processo seletivo seriado, o que torna mais injusta a concessão do benefício via liminar àqueles que desprezaram os ditames do Edital.
Resta-nos dizer que as ações afirmativas têm sido efetivamente colocadas em prática em todas as unidades federativas e encontram ressonância nas instâncias judiciais superiores e, em especial, no TRF 1ª Região que reconhece a legalidade do PAAES. Quanto à constitucionalidade, enquanto este programa de ação afirmativa não for julgado inconstitucional, presume-se a sua constitucionalidade.
Diante desse quadro, vimos a público repudiar os encaminhamentos que têm sido dados pelo judiciário à questão e requerer à Universidade Federal de Uberlândia que sejam tomadas medidas administrativas de modo que os alunos das escolas públicas não sejam meros espectadores do PAAES, mas seus legítimos protagonistas.
Buscamos demonstrar por meio desta moção a necessidade de intensa mobilização social, visando uma medida urgente por parte da Universidade Federal de Uberlândia, de modo que se cumpra fielmente o disposto no Edital.
Pedimos apoio na divulgação desta moção e na luta dos alunos das escolas públicas para fazer valer seus direitos de acordo com o Edital PAAES e a Resolução CONSUN nº 20/2008.
Uberlândia, 13 de fevereiro de 2011.
GRUPO DE PAIS, ALUNOS E PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
@ Rios Voadores
* Projeto defende importância da preservação da água
A importância dos recursos hídricos é o foco da Expedição Rios Voadores. O projeto é desenvolvido em Brasília por Margi e Gérard Moss, um casal naturalizado brasileiro, que mora na cidade etrabalha com foco na questão da água. Nele, um avião adaptado acompanha a trajetória dos ventos para coletar amostras do vapor d'água sendo transportado pelas massas de ar, a fim de avaliar a qualidade da água no Brasil.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
@ Retornos políticos
Agência FAPESP – Na avaliação do senso comum, educação e politização andam de mãos dadas. Para a elite brasileira – de acordo com pesquisas de opinião –, oaumento da escolaridade da população tem o poder de gerar cidadãos que participam mais da vida política do país e que valorizam mais a democracia. Mas um novo estudo mostra que essa visão não corresponde à realidade.
A pesquisa de doutorado de Rogério Schlegel defendida no Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), utilizou análises estatísticas para interpretar os dados de pesquisas de opinião realizadas entre 1989 e 2006. O trabalho concluiu que a educação brasileira está trazendo ganhos decrescentes em termos políticos.
“O estudo mostrou que os cidadãos mais escolarizados já não se tornam tão participativos e democráticos como ocorria há duas décadas. O maior nível de escolaridade ainda diferencia os cidadãos, mas essa diferença encolheu muito em 20 anos – isto é, os retornos políticos da educação têm sido decrescentes no Brasil. Em alguns quesitos de participação e apoio à democracia, a diferença entre os mais e os menos escolarizados chega a ser inexistente”, disse Schlegel à Agência FAPESP.
A pesquisa de Schlegel foi orientada pelo professor José Álvaro Moisés, daFFLCH-USP, e integra o Projeto Temático "A Desconfiança do Cidadão nas Instituições Democráticas", coordenado por Moisés e financiado pela FAPESP.
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# Tese de Doutorado: "Educação e comportamento político. Os retornos políticos decrescentes da escolarização brasileira recente"
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
@ Race to Nowhere

Sucesso nos EUA, documentário faz crítica à cultura da alta performance nas escolas
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
@ Educação pública
Enxugando gelo
Autor(es): Agência O Globo : Alex Trentino
O Globo - 24/01/2011
A educação pública no Estado do Rio vai mal. Essa não é nenhuma novidade. O penúltimo lugar no Ideb entre todos os estados brasileiros é apenas a expressão daquilo que professores e funcionários da rede estadual dizem há anos: com salários aviltantes e condições de trabalho degradantes, não há educação de qualidade que se sustente.
[...]
A grande lacuna do programa da Secretaria de Educação é não atacar o principal problema que leva ao abandono de profissionais da rede estadual de ensino: o salário. A promessa de que em 2012 o profissional poderá receber até três salários a mais por ano (caso cumpra as metas estabelecidas) é insuficiente para tornar a carreira na rede estadual atrativa. Vejamos um exemplo: um professor da rede estadual com graduação, no início de carreira, ganha R$765,66. Comparando com outras redes com reconhecida qualidade no ensino, a situação é ainda mais dramática: um professor do Cap Uerj (mantido pelo mesmo governo estadual) ganha um salário equivalente a 4,3 professores da rede estadual. No Colégio Pedro II, o salário de um professor é 300% maior, sem contar a dedicação exclusiva. Essa disparidade leva à saída de mais de dez professores por dia útil das escolas estaduais. Enquanto o governo Cabral não modificar decisivamente esse quadro, estaremos apenas "enxugando gelo" com bonificações e auxílios.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
@ Formação acadêmica
Para os paulistanos, a formação acadêmica dos professores não é satisfatória. Ao todo, 59% consideram que eles precisam de mais tempo para estudo e melhores condições de trabalho, e 64% acham que os docentes devem ser mais valorizados e reconhecidos.
O diagnóstico vem dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), uma pesquisa que busca avaliar a qualidade de vida na capital paulista. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (20/1), foi feito pelo Ibope e pelo Movimento Nossa São Paulo.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
@ PNE 2011-2010
Autor(es): Otaviano Helene e Lighia Horodynski-Matsushigue
O Estado de S. Paulo - 18/01/2011
O atual Plano Nacional de Educação (PNE) chegou ao fim e, como esperado, o Executivo federal apresentou nova proposta para os próximos dez anos. O que esperar dela?
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
@ Livros
Livro e circulação do saber
Autor(es): Jaime Pinsky
Correio Braziliense - 16/01/2011
Um projeto de lei (7913/10) do ex-deputado Bonifácio de Andrade, de Minas Gerais, tramita atualmente no Congresso Nacional. Sua intenção é das melhores: permitir que os clientes de livrarias tenham acesso a todos os livros produzidos no Brasil. O projeto alega, e não sem razão, não ser a livraria um centro comercial comum, já que tem obrigações de caráter cultural. O ex-deputado, no arrazoado, afirma que a Lei 10.753/03, que instituiu a política nacional do livro, fala em "assegurar ao cidadão brasileiro o direito de produção, edição, difusão e comercialização do livro", mas "não criou mecanismos práticos" para que os autores consigam a circulação das obras. Para o deputado, obrigar as livrarias a ter todos os livros editados no Brasil seria uma forma de promover, da melhor forma, a circulação do saber e da imaginação.
(*) Historiador, professor titular da Unicamp e editor
domingo, 16 de janeiro de 2011
@ Resgate da infância
''Crianças brincam menos e ficam dependentes dos adultos e da tecnologia''
Para antropóloga, falta de tempo dos pais para o lazer e apelos de consumo levam ao abandono do tempo livre e das brincadeiras criativas
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
@ Plano Decenal
Institui o Plano Decenal de Educação do Estado.
Art. 1° O Plano Decenal de Educação do Estado de Minas Gerais – PDEMG –, que contém as diretrizes e as metas da educação para o período de 2011 a 2020, é o estabelecido nesta Lei.
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@ Google Science Fair
Jovens de 13 a 18 anos podem enviar seus projetos até 4/04 e concorrem a uma viagem às Ilhas de Galápagos junto com a equipe do National Geographic.
A Google está convidando jovens de todo o mundo com idade entre 13 e 18 anos a participarem de sua feira de ciências. Em seu blog, a empresa publicou um texto no qual evoca a história dos seus fundadores, outrora estudantes de ciência da computação, para encorajar os usuários a participarem do evento.
O Google Science Fair (Feira de Ciências da Google) é uma parceria da gigante das buscas com a Organização Europeia para Pesquisas Nucleares (CERN, na sigla em inglês), o Grupo Lego, a National Geographic e a Scientific American. Informações sobre as inscrições já estão no site oficial, mas, basicamente, pode-se participar por si só ou em grupos de até três pessoas. Os projetos devem ser enviados pela Internet até 4/04.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
@ Analfabetismo
proporção de pessoas que não sabem ler ou escrever no Brasil é maior que a média registrada na América Latina e no Caribe. Ao todo, 9,6% dos brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos contra 8,3% dos moradores da região, revela o Anuário Estatístico de 2010 da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), agência das Nações Unidas (ONU).
No ranking de 2010, o Brasil apresenta a sétima maior taxa de analfabetismo entre os 28 países da região. Está à frente, apenas, da Jamaica (9,8%), da República Dominicana (12,9%) e de El Salvador (16,6%), Honduras (19,4%), Guatemala (25,2%), Nicarágua (30,3%) e Haiti (41,1%).
O Brasil ainda está muito atrás de países como Uruguai (1,7%), Argentina (2,4%), Chile (2,95%), Paraguai (4,7%) e Colômbia (5,9%). A proporção de analfabetos é maior entre os brasileiros (10%) do que entre as brasileiras (7,6%).
A estimativa do estudo é que o Brasil ultrapasse a atual taxa de analfabetismo da América Latina apenas em 2015, quando a proporção de pessoas que não sabem ler no país deve chegar a 8,2%.
A taxa de analfabetismo na América Latina e no Caribe caiu 68,5% entre 1970 e 2010, passando de 26,3% para 8,3%. Em 2015 a proporção de pessoas que não sabem ler ou escrever na região deve ser de 7,1%, segundo estimativas da ONU.
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@ PARFOR
UFU tem 935 vagas para formação de professores da Educação Básica
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) tem 935 vagas (1ª e 2ª licenciatura) para o primeiro semestre de 2011 em dois processos seletivos simplificados do Plano Nacional de Formação de Professores para a Educação Básica (PARFOR). O PARFOR destina-se a docentes em exercício na educação básica e é coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento e Nível de Pessoal (CAPES) em regime de colaboração com as Secretarias de Educação dos Estados, Municípios e Distrito Federal e realizado por Instituições Públicas de Educação Superior. Em um desses processos seletivos são oferecidas 700 vagas na modalidade a distância, em três cursos de licenciatura: Letras/Inglês (200), Letras/Espanhol (200) e Pedagogia (300).
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
@ Centro de Referência
O Centro de Referência Virtualdo Professor (CRV), portal educacional da Secretaria de Estado de Educação (SEE) de Minas Gerais voltado ao apoio dos professores da rede estadual, é considerado um dos sites mais acessados do País.
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@ Fundeb
Em 22 Estados, o custo por aluno da rede pública previsto para 2011 fica abaixo do mínimo estipulado para se ter educação com qualidade, definido pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) com base no PIB (Produto Interno Bruto) de 2008. De 2010 para 2011, houve um aumento de R$ 300 no valor da anuidade.
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Veja valores do Fundeb para ensino fundamental em 2011
Veja valores do Fundeb para ensino médio em 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
@ Alfabetização
Por Fernando Reinach
A leitura e a escrita são invenções recentes na história do Homo sapiens. Faz menos de 7 mil anos que a escrita foi inventada. Parece muito, mas 7 mil anos é nada do ponto de vista evolutivo. Significa que provavelmente a atividade de ler e escrever utiliza habilidades que já existiam em nosso cérebro muito antes de a inventarmos. O mesmo ocorre com o ato de tocar piano, uma atividade relativamente recente, mas que somos capazes de aprender porque, muito antes de o primeiro piano ser construído, nosso cérebro já era capaz de controlar com precisão o movimento dos dedos e integrar esse movimento com nossa capacidade auditiva.
Quando uma nova atividade utiliza parte de nossa capacidade cerebral, duas coisas podem ocorrer. A primeira é que essa nova atividade integra diversas áreas do cérebro, melhorando outras atividades. Isso foi demonstrado em ratos treinados para se localizarem em labirintos. Eles melhoram sua capacidade de orientação quando soltos em ambientes complexos. Outra possibilidade é que a nova atividade, ao desviar para uma nova função parte de nossa capacidade cerebral, prejudica outras atividades. É o que ocorre com os grandes pianistas, nos quais a área do cérebro responsável pelo controle dos dedos aumenta e invade áreas vizinhas, que controlam outros músculos.
Um grupo de cientistas, que inclui dois brasileiros da Universidade de Brasília, resolveu estudar as consequências da alfabetização no funcionamento do cérebro. Sessenta e três pessoas, dividas em três grupos, foram estudadas: adultos analfabetos (10), que aprenderam a ler na idade adulta (22) e alfabetizados na infância (31). Cada grupo foi submetido a testes de leitura. Como esperado, os analfabetos acertaram 0% das palavras, os alfabetizados na idade adulta, entre 60 e 90%, e os alfabetizados quando crianças, mais de 95%.
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