terça-feira, 31 de agosto de 2010
@ Salvação?
Para Maria do Pilar Lacerda, não dá para pensar em melhora profunda da educação sem melhorar o País como um todo
Chegar aos mesmos níveis de qualidade educacional dos países desenvolvidos exigirá do Brasil mais do que investimento nas escolas. A opinião é da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva. Em entrevista ao iG, ela diz que é preciso tirar o caráter “salvacionista” da educação.
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@ Carta-Compromisso
Foi apresentada hoje, 31, a Carta-Compromisso “Pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade”. O texto foi proposto por 27 instituições aos candidatos às eleições de 2010. A Carta propõe desafios, como a instituição do Sistema Nacional de Educação e define quatro compromissos fundamentais: a ampliação adequada do financiamento da Educação pública; implementação de ações concretas para a valorização dos profissionais; promoção da gestão democrática e o aperfeiçoamento das políticas de avaliação e regulação.
Segundo o presidente da Undime, Carlos Eduardo Sanches, tão importante quanto o documento final foi o processo de construção da Carta. “A educação é a solução. O texto foi construído por meio de um processo de diálogo aberto e coletivo entre os movimentos e instituições, de forma transparente e cuidadosa”, afirmou.
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@ Juventude

Pacto pela Juventude Brasileira
As 67 organizações representantes da Sociedade Civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), estão convocando todas as suas redes em defesa do Pacto pela Juventude 2010.
@ Educomunicador
“Há a necessidade de entender que o usuário é protagonista no processo de aquisição de conteúdo. A relação de emitir e receber informação jamais deve ser unidirecional. Um diálogo tem que ser estabelecido”. A afirmação foi feita pelo gerente de programação e jornalismo do Canal Futura, João Alegria, ao iniciar o debate “O profissional da educomunicação”. Nesse contexto, o papel do educomunicador é essencial para estabelecer uma comunicação mais plural, afirmaram os participantes do evento.
A discussão fez parte do II Encontro Brasileiro de Educomunicação, ocorrido na última semana em São Paulo (SP), na Escola de Comunicação e Artes (ECA) na Universidade de São Paulo (USP). Ligada ao direito informacional, a educomunicação é uma forma de se comunicar educando, quando algo é escrito ou falado com a intenção de ensinar e trocar informações.
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@ 10:10:10
No dia 10 de outubro de 2010 (ou 10:10:10), milhares de pessoas, grupos, organizações, empresas, Igrejas e governos irão se comprometer a reduzir em 10% o seu consumo de energia e de carbono.
Esse é o mote da campanha 10:10:10, organizada pelas organizações 10:10 Global e 350.org. Também com o apoio do movimento ecumênico, os organizadores estão mobilizando pessoas, empresas, instituições de ensino e até mesmo governos para realizarem ações práticas e imediatas de redução do consumo de carbono durante um ano a partir de 2010.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
@ Q u e m
mas navega uma ilha de perplexidades.
mais poemas do autor, clique aqui.
@ Adicional noturno
O professor que dá aulas no horário noturno tem direito a receber o respectivo adicional. A Constituição Federal, ao estabelecer que a remuneração do trabalho noturno deve ser superior ao diurno, não faz distinção entre trabalhadores, estendendo o direito a todas as classes profissionais. Com esse entendimento, a 10a Turma do TRT-MG, acompanhando voto da desembargadora Deoclécia Amorelli Dias, julgou desfavoravelmente o recurso de uma instituição de ensino, que não se conformou em ter que pagar adicional noturno à ex-empregada.
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
@ Abandono
De janeiro a junho de 2010, a rede estadual do Rio de Janeiro perdeu quase quatro professores por dia, sem contar aposentadorias, mortes e demissões. Isso significa que 681 docentes foram exonerados da Educação estadual. Os dados obtidos pelo UOL Educação são da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. De acordo com o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), os professores abandonam a rede por causa dos baixos salários.
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@ Investimento
Levantado pela maioria dos candidatos à Presidência da República como prioridade, aumentar a parcela do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação também é uma urgência para especialistas da área. O aumento poderia garantir maior repasse da União para cumprir políticas estaduais e municipais, além de ajudar a validar o piso salarial dos professores.
A avaliação foi feita a partir das propostas levantadas nas entrevistas com os quatro principais candidatos, publicadas pelo Portal Aprendiz entre 23 e 26 de agosto. Foram ouvidos representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), da organização não-governamental Ação Educativa, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
@ Ipês-amarelos
por Rubem Alves
Uma professora me contou esta coisa deliciosa. Um inspetor visitava uma escola. Numa sala ele viu, colados nas paredes, trabalhos dos alunos acerca de alguns dos meus livros infantis. Como que num desafio, ele perguntou à criançada: "E quem é Rubem Alves?". Um menininho respondeu: "O Rubem Alves é um homem que gosta de ipês-amarelos...". A resposta do menininho me deu grande felicidade. Ele sabia das coisas. As pessoas são aquilo que elas amam.
Mas o menininho não sabia que sou um homem de muitos amores... Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. Para eles o mundo é assombroso. Gosto também de banho de cachoeira (no verão...), da sensação do vento na cara, do barulho das folhas dos eucaliptos, do cheiro das magnólias, de música clássica, de canto gregoriano, do som metálico da viola, de poesia, de olhar as estrelas, de cachorro, das pinturas de Vermeer (o pintor do filme "Moça com Brinco de Pérola"), de Monet, de Dali, de Carl Larsson, do repicar de sinos, das catedrais góticas, de jardins, da comida mineira, de conversar à volta da lareira.
Diz Alberto Caeiro que o mundo é para ser visto, e não para pensarmos nele. Nos poemas bíblicos da criação está relatado que Deus, ao fim de cada dia de trabalho, sorria ao contemplar o mundo que estava criando: tudo era muito bonito. Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma. Meus olhos se espantam com tudo que veem.
Sou místico. Ao contrário dos místicos religiosos que fecham os olhos para verem Deus, a Virgem e os anjos, eu abro bem os meus olhos para ver as frutas e legumes nas bancas das feiras. Cada fruta é um assombro, um milagre. Uma cebola é um milagre. Tanto assim que Neruda escreveu uma ode em seu louvor: "Rosa de água com escamas de cristal...".
Vejo e quero que os outros vejam comigo. Por isso escrevo. Faço fotografias com palavras. Diferentes dos filmes, que exigem tempo para serem vistos, as fotografias são instantâneas. Minhas crônicas são fotografias. Escrevo para fazer ver.
Uma das minhas alegrias são os e-mails que recebo de pessoas que me confessam haver aprendido o gozo da leitura lendo os textos que escrevo. Os adolescentes que parariam desanimados diante de um livro de 200 páginas sentem-se atraídos por um texto pequeno de apenas três páginas. O que escrevo são como aperitivos. Na literatura, frequentemente, o curto é muito maior que o comprido. Há poemas que contêm todo um universo.
Mas escrevo também com uma intenção gastronômica. Quero que meus textos sejam comidos pelos leitores. Mais do que isso: quero que eles sejam comidos de forma prazerosa. Um texto que dá prazer é degustado vagarosamente. São esses os textos que se transformam em carne e sangue, como acontece na eucaristia.
Sei que não me resta muito tempo. Já é crepúsculo. Não tenho medo da morte. O que sinto, na verdade, é tristeza. O mundo é muito bonito! Gostaria de ficar por aqui... Escrever é o meu jeito de ficar por aqui. Cada texto é uma semente. Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores! Torço para que sejam ipês-amarelos...
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
@ Método
O método não é tudo
Pensador espanhol relativiza importância dos métodos de ensino e ressalta que estes não podem ser desvinculados do contexto cultural do aprendiz. A família, diz ele, pode fazer a diferença
Com olhos voltados à questão do desenvolvimento cognitivo e suas relações com a educação, o pesquisador espanhol Mario Carretero, atualmente vinculado à Universidade Autônoma de Madri e à Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso, Buenos Aires), transita por várias áreas do conhecimento, da psicologia à história, passando pelas ciências naturais e sociais.
Pensador identificado com o construtivismo, autor de Construtivismo e educação (1996, com nova edição prevista para este ano pela Autêntica), e do recém-lançado Documentos de identidade - A construção da memória histórica em um mundo globalizado (Artmed), Carretero desconstrói, na entrevista concedida ao editor Rubem Barros, algumas críticas frágeis a práticas derivadas da teoria cognitiva que advoga. E, em contrapartida, alerta os docentes que professam o construtivismo para erros interpretativos recorrentes.
publicado na Revista Educação, edição nº 160.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
@ Círculo vicioso
Artigo de Otaviano Helene, José Marcelino de Rezende Pinto e Thiago Alves
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Publicado no jornal Estado de S.Paulo, 23/08/10.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
@ Redes sociais
Os jovens nunca escreveram e se expressaram tanto como atualmente. A conclusão é de especialistas em linguística e educadores presentes no debate “A língua praticada nas redes sociais e a construção da identidade”, que aconteceu no sábado (14/8), na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
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@ Currículo
GOVERNO INCHA CURRÍCULO ESCOLAR COM SEIS TEMAS
EMENDAS INCHAM CURRÍCULO ESCOLAR COM 6 NOVOS CONTEÚDOS EM TRÊS ANOS
O currículo do ensino básico recebeu seis novos conteúdos desde 2007, inchaço que tira espaço de disciplinas tradicionais. Há conteúdos sobre cultura indígena, direito das crianças e trânsito.
Além de português, matemática, história, geografia e ciências, nos últimos três anos os alunos do ensino básico de todo o País se viram obrigados a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e direitos das crianças e adolescentes.
Também incham o currículo escolar, tirando espaço das disciplinas tradicionais, temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.
O Estado de S. Paulo - 18/08/2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
@ Psicologia escolar

A Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee) traz, para o Congresso Brasileiro: Psicologia: Ciência & Profissão, de 3 a 7 setembro em São Paulo, dados recentes de uma pesquisa realizada para analisar a ação de psicólogos na educação. O levantamento chamado A atuação do psicólogo da rede pública de ensino frente à demanda escolar: concepções, práticas e inovações ( projeto de pesquisa * resumo * resumo2 ), envolvendo seis estados brasileiros (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, e São Paulo), identifica elementos inovadores na prática da psicologia e apontam para um profissional que articula ações tradicionais, centradas na avaliação e no atendimento clínico, com práticas mais contemporâneas e críticas.
Revistas - psicologia escolar e educacional
@ Jogos
Agência FAPESP – Uma das justificativas para a utilização de jogos educativos em atividades escolares é que eles podem oferecer maior motivação aos alunos. Mas, por outro lado, uma das principais críticas feitas pelos educadores é que essa motivação está associada, em muitos casos, à realização de atividades desvinculadas dos conteúdos ministrados em sala de aula.
Baseado no clássico jogo indiano Pachisi, o Ludo Educativo funciona como uma espécie de “simulado” para pré-vestibulandos. A ideia é fazer com que o jogador chegue até o final do tabuleiro respondendo corretamente às questões que aparecem no percurso.
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domingo, 15 de agosto de 2010
@ Jovens Urbanos
por Gilberto Dimenstein
Batizado de Jovens Urbanos, o programa convida moradores da periferia paulistana de 16 a 21 anos para descobrir a cidade e suas possibilidades. O projeto, desenvolvido pelo Cenpec, uma espécie de laboratório de experimentações de aprendizagem, organiza uma sequência de provocações intelectuais destinadas a despertar a curiosidade.
Durante 16 meses, são oferecidas oficinas de tecnologia digital, imagem e som, hotelaria e gastronomia, moda, design, arquitetura, tudo isso em meio a passeios pela cidade.
Nos últimos três anos, conheci alguns desses jovens, que, sem exagero, pareciam viver em guetos. Poucos já tinham ido a um cinema. Tinham tamanha defasagem educacional que dificilmente conseguiriam ler um texto com um mínimo de complexidade. Como eles seriam se não tivessem passado por essa vivência?
Para responder cientificamente a essa questão, pesquisadores montaram um grupo de controle. Eles acompanharam jovens de mesma idade, cor, gênero, renda e moradores do mesmo bairro dos frequentadores do programa.
Viu-se que os garotos do projeto Jovens Urbanos obtiveram, além da descoberta da leitura, emprego, uma renda maior no trabalho e até mais interesse em desenvolver ações comunitárias. Logo teriam, melhor desempenho na escola do que o verificado no grupo de controle, certo? Errado. É aqui que aparecem alguns dos vampiros que sugam a perspectiva da juventude brasileira que vive nas periferias.
Estamos lidando com a síntese da crise social brasileira, a mistura de jovens e a precariedade das metrópoles, onde fica a usina da violência, com baixas perspectivas.
Apesar de terem recebido tantos estímulos durante tanto tempo e, inclusive, uma bolsa mensal em dinheiro, os Jovens Urbanos não demonstraram nenhuma superioridade escolar em relação aos integrantes do grupo de controle.
Embora tenham ficado mais interessados pela vida, começado a ler livros, jornais e revistas e resolvido melhorar suas comunidades, a escola não entrou em seus planos.
Na verdade, eles não vislumbram utilidade na escola. Currículos distantes da realidade, professores desmotivados, infraestrutura precária, tudo isso "vampiriza" os jovens, sugando seu prazer de aprender -e a perda da vontade de descobrir está mais perto da morte do que a extinção física no meu entender.
publicado no jornal Folha de S.Paulo, Cotidiano, 15/08/2010
@ Prêmio
Categoria Educação
O Prêmio Alexandrino Garcia – modalidade Educação é uma iniciativa do Instituto Algar (IAR) que visa reconhecer e divulgar experiências educativas exemplares no tema “Meio Ambiente”, que atendam aos critérios de avaliação dispostos neste Regulamento.
inscrições até 20 de agosto de 2010
regulamento
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