Hot-air balloon festivals

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

@ Sob pressão

Crianças sob pressão

entrevista com CARL HONORÉ

Depois do best seller Devagar, que em 2004 foi traduzido para mais de 30 países e disseminou pelo mundo a Slow Movement, filosofia de resistência à compulsão moderna pela pressa, o jornalista escocês criado no Canadá, Carl Honoré, 42 anos, está lançando no Brasil Sob Pressão (Editora Record, 368 páginas), que polemiza o resgate da infância a partir da cultura dos hiperpais. Formado em História e Italiano pela Universidade de Edimburgo, Carl Honoré atuou em programas de intercâmbio e ONGs no Ceará, foi colaborador de publicações como The Globe and Mail, National Post, The Guardian e The Economist. Desde 1991, escreve para jornais da Europa e América Latina, tendo passado três anos como correspondente em Buenos Aires. “Estamos matando a simples alegria de ser criança, transformando a infância em uma corrida muito distante de um mundo mágico”, afirma o autor nesta entrevista concedida por email de sua casa, em Londres.

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@ Ensino Médio

18% dos jovens estão fora da escola

Só 48% do grupo de 15 a 17 anos cursam o Ensino Médio; dados indicam crise

Apesar do considerável aumento do número de matrículas no Ensino Médio nos últimos anos, a universalização do atendimento para essa etapa de ensino ainda parece estar distante. Segundo informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, dois em cada dez jovens brasileiros de 15 a 17 anos estão fora da escola (18%). Na faixa dos 18 aos 24 anos, o esse número salta para sete a cada dez (68%).

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O tema do encontro foi “Abandono e Evasão no Ensino Médio no Brasil: magnitude e tendências”. Uma publicação com artigos dos especialistas está disponível online.

Baixe aqui a publicação "A Crise de Audiência no Ensino Médio"
Veja a apresentação de Wanda Engel
Veja a apresentação de Elaine Pazello
Veja a apresentação de Ricardo Paes de Barros
Veja a apresentação de Eduardo Rios

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terça-feira, 15 de junho de 2010

@ Exame Nacional

Sobre o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente

AUDIÊNCIA COM O MINISTRO FERNANDO HADDAD

No dia 7 de junho de 2010 as entidades acadêmicas CEDES, ANFOPE, ANPED, ANPAE e FORUNDIR tiveram uma audiência com o Ministro da Educação, em Brasilía, para apresentar o documento sobre a Portaria Normativa do Ministério da Educação, nº14, de 21 de maio de 2010, que institui, no âmbito do Instituto Nacional de Ingresso na Carreira Docente.

acessar documento

@ Tecnologias na Educação

Livro "Integração das Tecnologias na Educação"

@ Carreira

Governo (MG) apresenta proposta de reestruturação para carreira dos professores

O governador Antonio Anastasia apresentou, na tarde desta segunda-feira, proposta de reestruturação para as carreiras dos servidores da educação. De acordo com o governo, o novo projeto aumenta o salário inicial, incorpora vantagens permanentes e torna mais atraente a carreira do Magistério, com promoção a cada cinco anos e progressão a cada dois anos. As novas carreiras e salários entram em vigor a partir de 1º de março de 2011, após envio de projeto de lei para Assembléia Legislativa e deliberação sobre a proposta.

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

@ Educação Infantil

Educação infantil no País recebe nota 3,4, indica estudo

Pesquisa mediu a qualidade de creche e pré-escola em seis capitais de todas as regiões do Brasil

A educação infantil brasileira merece nota 3,4, numa escala de zero a dez. A conclusão é da pesquisa "Educação Infantil no Brasil: avaliação qualitativa e quantitativa", realizada pela Fundação Carlos Chagas em parceria com o Ministério da Educação e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, cujos resultados serão apresentados nesta segunda-feira, 14, e nesta terça, 15.

Obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, o estudo mediu a qualidade da creche (de 0 a 3 anos) e da pré-escola (4 e 5 anos) em seis capitais de todas as regiões do País: Belém, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro e Teresina. A nota 3,4 demonstra que a qualidade do ensino infantil tem nível básico (de 3 a 5) - os outros estágios eram: inadequado (1 a 3), adequado (5 a 7), bom (7 a 8,5) e excelente (8,5 a 10).

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download estudo "Indicadores de Qualidade da Educação Infantil - 2009"

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sábado, 12 de junho de 2010

@ Família e Escola

Incluir a família do aluno

por Maria Antônia Maciel (*)

Se a família muda, os conceitos também devem mudar. O modelo de família patriarcal está em decadência e a escola de hoje já não é mais apenas um “lugar de ensinar”.

Família e escola devem progredir juntas em benefício de seus filhos/alunos. Quando a criança não aprende, uma atribui culpa à outra e, no meio do jogo, vai-se a autoestima da criança, tão necessária ao seu desenvolvimento global.

Escola inclusiva convida a família que o aluno tem e já sabe que o capitalismo empurrou a mãe para o mercado de trabalho, apregoou a liberdade de escolhas, descentralizou o autoritarismo patriarcal e quebrou a rigidez das normas. Neste contexto de “modernidades” (se assim podemos dizer), entre custos e benefícios, está a criança em sua nova família, frequentando ainda uma escola bastante saudosista.

Os alunos de antigamente respeitavam os professores, deles se orgulhavam, se interessavam pelos livros e moravam com papai e mamãe num ambiente de valores morais, cívicos e religiosos. Acontece que, naquele tempo, este “paraíso escolar” era para poucos e estes modelos não mais predominam.

A criança é criança em qualquer tempo ou lugar, o que mudou foi o ambiente e estas crianças não podem ser culpadas por isso. Elas ainda são as mesmas, moldadas e influenciadas pelo meio.

Felizmente, o acesso à educação está praticamente universalizado, todos podem ir à escola e todas as “novas famílias” mandam seus filhos para a escola. Se o capitalismo exacerbou a concentração de riquezas e criou famílias sem tempo para os seus filhos, a escola abraçou outras responsabilidades e tem enfrentado situações complexas para assimilar os outros verbos que se juntaram ao ensinar: educar, compreender, diagnosticar e, principalmente, amar.

Quando os conceitos resistem às mudanças evidentes, a escola corre o risco de excluir as “novas famílias” e criar barreiras à permanência das crianças no ambiente escolar. O desenvolvimento do aluno é um processo global que depende de vários fatores, principalmente do envolvimento positivo da escola com a família que a criança tem. Jamais devemos associar o fracasso escolar às classes populares. Isto sim, é exclusão social.

Em vez de procurar culpados ou tentar achar soluções milagrosas para a realidade que aí se apresenta, é mister que a escola “enxergue” as mudanças, que não rotule alunos nem sonhe com as famílias patriarcais. A “nova família” ao contrário do que se possa pensar, valoriza sim os estudos de seus filhos. Precisa ser aceita, convidada e incluída. Precisa saber das práticas pedagógicas e dos processos avaliatórios, para que saiba participar e entenda a importância de sua participação no processo educacional de seus filhos.

Sim, não restam dúvidas de que este “chamamento” é penoso, cansativo e incompreendido, às vezes. Mas é notório que, quando a família participa, os ganhos são evidentes. Família interessada e incluída, faz elevar a autoestima da criança, favorece sua permanência na escola e o gosto pelos estudos.

A escola exclui quando descarrega problemas e inclui quando conhece o aluno, explica o que faz e propõe cooperatividade.

(*) Escritora e pedagoga

publicado no jornal Correio, Ponto de Vista, p. A2, 12/06/10

sexta-feira, 11 de junho de 2010

@ Entrevista

"Sempre fui contra o acordo ortográfico"

Após uma carreira acadêmica de sucesso, o professor de Língua Portuguesa Sérgio Nogueira decidiu compartilhar seus conhecimentos em rede nacional. Para isso, entre outras atividades, criou um blog onde tira dúvidas dos leitores e se tornou o principal consultor do apresentador Luciano Huck no programa "Soletrando", da Rede Globo, que mede os conhecimentos em Português de alunos de todo o país. Apesar da fama repentina, o professor não se furta a expressar a sua opinião quando o assunto é um dos temas recentes mais polêmicos da Língua Portuguesa: o acordo ortográfico que uniformizou as regras da Língua em todos os países lusófonos, desde o início de 2009. "Se era para ter um acordo, ele tinha que ser mais profundo e foi muito tímido e passa uma sensação de que mudou tudo. Quando, na verdade, não mudou nem muita coisa. Na verdade, mudou muito pouco", destaca. Para ele, apesar de muito alarde e polêmica, o brasileiro irá se acostumar com as novas regras, como aliás já se acostumou em outros períodos. "No momento em que o acordo foi assinado, se é constitucional ou não eu não sei responder isso - não somos especialistas, não podemos dizer - mas, para mim, é lei e está valendo. Eu passei pela reforma de 1971, o problema foi semelhante. Portanto, isso não é novidade. O sistema, quando foi criado em 1943, também não foi aceito de imediato. Toda mudança acarreta discussão", destaca.

Folha DirigidaNo início deste ano, o professor Ernani Pimentel, um dos líderes do movimento "Acordar Melhor", fez críticas ao acordo ortográfico da Língua Portuguesa assinado no ano passado. Segundo ele, o acordo seria inconstitucional. Como o senhor vê esta crítica?

Sérgio Nogueira — Eu desconheço esse lado legal aí. Posso falar mais como professor e, principalmente, como consultor de empresas. Eu sempre fui contra o acordo. Se era para ter um acordo, ele tinha que ser mais profundo e foi muito tímido e passa uma sensação de que mudou tudo. Quando, na verdade, não mudou nem muita coisa. Na verdade, mudou muito pouco. Eu recordo que na primeira edição do Globo do ano passado, eu li o primeiro caderno de ponta a ponta, dezesseis páginas e li quatro palavras afetadas pelo acordo. Quer dizer, é muito pouco para passar essa sensação de que mudou tudo. Eu sempre fui contra. Só tem uma coisa importante, na minha opinião: no momento em que o acordo foi assinado, se é constitucional ou não eu não sei responder isso - não somos especialistas, não podemos dizer - mas, para mim, é lei e está valendo. Eu passei pela reforma de 1971, o problema foi semelhante. Portanto, isso não é novidade. O sistema, quando foi criado em 1943, também não foi aceito de imediato. Toda mudança acarreta discussão. O que incomodou nesse caso é que quando não se esperava mais um acordo, ele vem sendo alinhavado desde 1990, ou seja, demorou todos esses anos para ser assinado. Um ano antes, eu apostava que ele não seria assinado, mas foi. E a partir daí, como professor, eu posso ter uma visão diferente. Está valendo e, enquanto estiver valendo, a minha preocupação é transformar esse assunto em algo que, aparentemente, possa ser árido em algo perfeitamente palatável para os meus alunos. Eu passei a me preocupar em como ensinar a reforma de um modo agradável, útil. É esta a minha preocupação há um ano e meio. Hoje minha preocupação é essa. Se ela realmente for revogada, maravilha. Aplaudo, também, se ela continuar em vigor, como eu acredito que vá acontecer. Não creio que esse movimento consiga fazer o governo voltar atrás. Iria ser uma vergonha. A pressão de Portugal, que até agora não moveu uma palha para isso, também não me preocupa, porque das outras vezes também foi assim. Portugal, na verdade, em 71, só mexeu a palhinha em 1973. Por isso que nós temos quatro anos para adaptação, só que pediram seis. Eu não sei, eu não tenho bola de cristal para prever o que vai acontecer. A minha preocupação é simplificar a vida dos que dependem de mim, do meu trabalho, como consultor.

Como o senhor está vendo a implantação deste acordo? Percebe que está sendo seguido pelas instituições de ensino ou estão deixando para a última hora?

Muito pelo contrário. A mídia, quase toda, implementou. Fora os livros didáticos que, por lei, a partir desse ano, já deveriam estar de acordo com o novo acordo. Tanto que, até onde eu saiba, o MEC não aprova mais livros que não estejam enquadrados na reforma. Então, nos obrigamos a isso até por um compromisso social. Fui eu mesmo que sugeri isso lá dentro, e pelo seguinte: ortografia é memória visual. Você não coloca o acento em café porque é uma oxítona terminada em e. Você põe o acento porque está acostumado a colocar acento no café. Então, se a ideia perdeu o acento, mais do que decorar a regra, é preciso se acostumar, desde já, que a ideia não tem mais acento. Agora, quando você vai fazer um curso é melhor explicar, porque o grande problema da reforma não é o que muda, é o que permanece. Noventa por cento das consultas que eu recebi em janeiro do ano passado, no sistema em que eu trabalho, foram em cima de palavras não alteradas. As pessoas querendo mexer onde não devem. Vou dar um exemplo. Há duas semanas, fizeram a seguinte consulta: "Professor, entrevistamos aqui o subsecretário não sei do quê e mandaram escrever subsecretário tudo junto. É verdade, que agora, pela reforma é junto?" Eu disse: "Pela reforma não, já era assim". Quer dizer, as pessoas criaram uma insegurança até quanto aquilo que já era, porque são palavras, com relação ao hífen, por exemplo, que nós não temos segurança, porque nossa memória visual para o hífen é péssima. No caso, a reforma, nesse ponto, é até boa, pois nos obrigou a rever as regrinhas e entender um pouquinho mais. Houve até, descobri dando aula, no caso do hífen, uma simplificação. Como eu disse não é o ideal. Na minha opinião, o ideal seria acabar com o hífen, pelo menos no caso dos prefixos, juntar tudo. Mas, já que ele foi mantido, pelo menos nesse aspecto eu vi uma certa simplificação, melhorou um pouquinho.

O senhor disse que o seu objetivo é tornar tudo mais palatável para o estudante. Como pode se fazer isso?

As minhas palestras são para professores, profissionais, jornalistas, advogados, quer dizer, profissionais que usam a Língua. Então, eu não estou preocupado em preparar ninguém para concurso. Quanto ao problema de preparação para concurso, tem o problema de memorização, de decoreba. A minha preocupação é a seguinte: os profissionais para quem eu trabalho, eles podem consultar dicionários, manuais, gramáticas. Então, eu parto do seguinte princípio: a forma pela qual eu ensino, eu quero que eles entendam para que servem os acentos, os hífens, porque existe uma lógica dentro da Língua Portuguesa. Por mais maluca que ela possa parecer, há uma lógica. Existe um porquê que as palavras tenham acento, existe um porquê que as palavras não precisam ter acento. Então, eu estou ensinando por esse lado e as pessoas adoram isso, adoram saber que a nossa Língua tem história, tem passado e que tudo se explica. Infelizmente, o sistema de ensino nos obriga, muitas vezes, a cumprir programa. Isso vale para escola, vale para faculdades e vale para concursos. Você tem que cumprir o programa, se ele foi bem cumprido, mal cumprido, muitas vezes, não interessa. O importante é que você chegou ao ponto final lá, você viu todo o programa que cai na prova, o programa daquele ano. Quando, muitas vezes, mais do que essa rapidez interessaria que as pessoas entendessem, porque quando as pessoas entedem um fenômeno, elas tendem a reter com mais facilidade. Isso é uma das coisas que tornam palatável, as pessoas começam a assistir sua aula com muito mais curiosidade, com a curiosidade aguçada. "Poxa vida, não sabia que a palavra sapato não tem acento e isso se explica." Tem uma explicação para isso, porque pouca gente sabe o que norteou, lá em 1943, os responsáveis pela criação das regras de acentuação.

Nas salas de aula, essa, talvez, seja a dica para os professores: tentar explicar o porquê das regras. Há uma outra dica que vale a pena ser destacada?

Não é bem dica. Dica parece as paroxítonas terminadas em r, x, n e l, decora rouxinol. Isso seria uma dica. O que eu tenho feito é tentado explicar, por exemplo, o que norteou, para que servem os acentos, para marcar a sílaba tônica. Sílaba tônica é a sílaba mais forte na hora da pronúncia da palavra. A sílaba tônica na Língua Portuguesa pode ocupar três lugares, ela pode ser oxítona, paroxítona e proparoxítona. Não tem outra posição possível, são três possibilidades. A maioria das palavras da Língua Portuguesa não tem acento. Se você contar nesse seu texto, as palavras acentuadas não chegam a vinte por cento. Nosso sistema é acentuar o mínimo possível. Foi assim criado em 1943, a reforma de 1971 acabou com uma regra que colocava um monte de acentos e essa reforma que vem agora, embora tímida, vai tirar mais acentos. Só tem uma coisa, as regras básicas: oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas não foram afetadas. A gente só pôde mexer nas regras especiais e aí que surgem os problemas. A gente tenta brincar com a matéria. Vou dar um exemplo rápido: as pessoas já viram que voo perdeu o acento, aí vão na internet e descobrem que "oo" perdeu o acento. Se fala muito de Lei Seca, no outro dia, me perguntaram o porquê de alcoólico estar com acento se a regra tinha mandado tirar. Mas alcoólico tem acento porque é uma proparoxítona e eles deduziram que qualquer palavra que tenha oó vai perder o acento. Eu aproveito esse tipo de dúvida pra pessoa entender o que é básico, o que não é básico, o que muda e o que não muda. A gente aproveita e conta uma piadinha, que é verdade, em uma cidade em que visitei o acento estava no primeiro o. Eu deduzi que tinha bebido e a mensagem é aquela: se beber, não escreva.

O desempenho de estudantes brasileiros em avaliações internacionais de Língua Portuguesa ainda é muito ruim. Por que tantos brasileiros têm dificuldade com a matéria?

Outro dia eu estava ouvindo uma discussão, acho que foi na rádio CBN, e eu acho incrível como essas pessoas que se dizem especialistas no assunto são tão simplistas, como se a solução passasse por um curso de atualização para professores. Hoje em dia, eu sei de escolas que comemoram porque, finalmente, eles vão ter o quadro-negro, lousa, como dizem em São Paulo. Ou então, finalmente, vão por uma porta. Finalmente, conseguiram fechar o portão no horário de escola para não entrar qualquer pessoa na escola. Os problemas das escolas, principalmente da escola pública, são de número tão grande que não podem ser resolvidos como em um passe de mágica. Me impressiona muito quando o que eu chamo de teóricos de plantão, quer dizer, aqueles doutores que nunca deram aula em uma escola pública, vêm publicar livros, nos ensinar a dar aula como eles nunca tiveram que enfrentar trinta, quarenta alunos, na mistura você tem alunos de sete com alunos de quatorze na mesma sala, disléxico, surdo-mudo. Todos misturados. Então, eles não sabem da grande dificuldade que nós temos. Isso precisa passar por uma reforma imensa. Não vai ser em uma resposta, por mais inteligente que eu possa ser, que eu vou conseguir resolver esse problema da educação. Mas aí, tem que ter um investimento maciço, um governo que, realmente, queira investir nisso e que realmente acredite que a educação é a solução dos nossos problemas. No mais, é tudo paliativo. "Ah, vamos agora acabar, vamos resolver a aprovação automática". Isso aí, se é bom ou ruim não vai resolver. Talvez, resolva os números, mas não é isso que vai resolver o problema, porque não basta isso. Os livros didáticos, por exemplo, nossos livros didáticos são ótimos, excelentes. Mas, muitas vezes, o professor, coitado, não foi treinado a saber tirar do livro tudo que ele pode oferecer. É uma soma de problemas que me impressiona e que eu confesso que não sei nem por onde começar.

O senhor está aposentado desde 1999. Nos seus trinta anos de magistério, como foi seu trabalho como professor e como o senhor compararia com os professores do dia de hoje?

Eu acho engraçado. Porque quando eu comecei a trabalhar, no final da década de 60, início da década de 70, eles diziam: "Poxa, no meu tempo...". Passaram trinta anos e não tenho isso "no meu tempo". Não consigo ver muita diferença. Naquela época, reclamavam das más condições de trabalho, salário ridículo. Passaram trinta anos, governo militar, governo de direita, governo de esquerda, de tudo que é lado e continua a mesma coisa. Não consigo ver melhora e se há alguma é muito tímida para a necessidade que existe. Por isso o desempenho é tão ruim. Porque quando você diz que o índice de analfabetismo diminuiu, mas quando faz uma pesquisa de nível de entendimento de leitura o resultado é ridículo. Quer dizer, o cara saber assinar é uma coisa, mas o cara saber ler e interpretar, entender é outra história. Muitas vezes, o professor não sabe ensinar isso para os seus alunos, porque ele também não aprendeu, porque isso é um ciclo vicioso. Você tem professores mal preparados ensinando professores que vão sair mal preparados que vão ganhar mal, não vão ser estimulados a serem melhores do que são. Gostaria de salientar que estou falando em termos gerais, na minhas andanças nesses trinta anos, eu encontrei muito professor excelente, com muito talento, estudioso, pesquisador, que buscava caminhos novos. Mas esses são raros. Infelizmente, são exceções. Como em uma sala de aula, você tem alunos de exceção. Mas isso é exceção, não é a regra. Enquanto não tiver estímulo ao professor, e com isso eu quero dizer condições de trabalho e salário, se ele não tiver, no mínimo, essas duas coisas, não basta salário. E, exatamente, aqui, que me irrita, porque as pessoas usam como desculpa para não pagar bem o fato dos professores não serem bem preparados. Como ele não está bem preparado, como não é bom professor, ele não merece ganhar bem é, mais ou menos, esse o raciocínio que eu percebo.

Quais os principais problemas no ensino da Língua Portuguesa nas escolas?

Eu vejo um, em especial. Eu sou do tempo em que a Língua Portuguesa era, praticamente, só gramática. Era uma decoreba braba, o aluno detestava, em geral. Poucos gostavam, os professores, em geral, também não gostavam. Então, era um horror. Aí, aos poucos, foi se criando essa visão do ensino da Língua Portuguesa sobre interpretação e produção de texto. Eu acho maravilhoso, só que como sempre o brasileiro não sabe ser moderado. Ele é radical, de esquerda ou de direita, ou seja, aqui é a mesma coisa. Hoje em dia, em que a produção de texto é mais incentivada nas escolas e a interpretação também. Aí abandonaram a gramática, é proibido ensinar gramática. Quem ensina a gramática é professor velho, antigo e ultrapassado. Gente, não é pecado ensinar gramática, desde que seja bem ensinada pelo seu lado prático. E eu como consultor, hoje, eu costumo dizer que trabalho com efeito e não mais com a causa. Aquele que saiu da faculdade já está formado, já é profissional e vai usar a Língua Portuguesa o resto da vida. Então, foi para isso que a gente aprendeu, porque a gente não aprende a Língua Portuguesa para fazer prova, mas sim para usar a vida inteira, para entender o que se lê, para escrever com facilidade, com clareza de se comunicar. Hoje, eu percebo que, muitas vezes, as pessoas têm certas dificuldades, por incrível que pareça por desconhecimento gramatical. E não estou falando de decoreba, de análise sintática, nada disso. Então, esse meio-termo que eu não entendo o abandono. Não entendo esse abandono. Eu concordo que se aproveite o texto, não mais só os clássicos, como era antigamente. Embora eu ache que tenha que ter os clássicos na escola, porque se não leu os clássicos na escola, não vai ler em lugar nenhum. Mas também tem que ter a análise de anedotas, de cartuns, de letras de músicas, de notícias de jornal, quanto mais variado for. Eu costumo dizer o seguinte: no jornalismo, onde eu trabalho mais, me perguntam "eu tenho que ler?". Claro, todo mundo tem que ler tudo. "Mas, até bula de remédio?". Claro, até bula de remédio. Primeiro, porque você pode morrer se não entender a bula. Ainda mais em um país onde você se automedica toda hora. Eu dou a história da receita de bolo, a receita de bolo não custa nada. Eu tenho um amigo em São Paulo, hoje ele vive de uma coluna de gastronomia e de um site. No site, ele vive muito bem isso. O sonho dele era ser jornalista esportivo. Como não apareceu vaga no departamento esportivo, abriram uma vaga para falar sobre gastronomia, ele se especializou e, hoje, é uma referência em São Paulo sobre o assunto.

Um dos pontos considerados mais importantes por educadores é o do incentivo à leitura. Que tipo de contribuições o ato de ler traz para os estudantes?

Ler é tudo de bom. Ler só faz bem. Como eu disse, leio de tudo. Eu acho que em um primeiro momento, quando a criança está acabando de se alfabetizar, é muito importante que o professor leia com o aluno, ensine o aluno a ler. Você vai dizer: "como ele vai fazer isso com quarenta alunos?". Aí começam as dificuldades, turmas de primeiro segmento têm que ser menores, com o menor número de alunos possível, até para o professor poder perceber quem tem problemas de dislexia, coisas desse tipo. Eu sei que tudo isso é delírio, que na prática não vai funcionar, porque não há dinheiro para isso. Outra coisa é cobrar da família: pai, mãe, tia, avó, porque, atualmente, a gente nunca sabe. Hoje em dia, mesmo que a criança tenha pai e mãe não separado, provavelmente, os dois trabalham fora e alegam que não têm tempo e não gostam de ler, pois não tiveram o hábito de ler e não dão exemplo. E se cria, mais uma vez, a porcaria, do círculo vicioso. Mas o ideal seria que alguém lesse para que ele aprendesse, começasse a entender sozinho, induzisse e, à medida em que ele fosse crescendo, começam a aparecer textos mais difíceis na vida dele. A nossa literatura infanto-juvenil é considerada, no mundo, se não a melhor, uma das melhores do mundo. Nós temos autores premiadíssimos: Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Ziraldo, Maurício de Sousa... Iustradores que são contratados por escritores dinamarqueses, filandeses, franceses. Quer dizer, é uma categoria que nós temos de primeiríssima linha no Brasil que, infelizmente, muitas vezes, os professores não sabem aproveitar. Cresce um pouquinho, vai para a adolescência, aí surge uma Thalita Rebouças que está vendendo horrores, com dez livros. Foi minha aluna como Jornalista, abandonou a profissão e, hoje, é escritora e vive disso. Olha que coisa maravilhosa. Aí você vê quem consegue viver de literatura no Brasil, Jorge Amado deve ter conseguido. Veríssimo, talvez. Nós temos potencial para isso. Agora, qual é a dificuldade, nós vamos voltar para a história de sempre: professor que não está preparado para isso, foi preparado por um professor que, também, não estava preparado. Quer dizer, muitos professores não têm o prazer da leitura, não sabem passar o prazer.

publicado no Folha Dirigida, 10/06/2010 - Rio de Janeiro RJ

@ Biopoder

Biopoder e educação

Entrevista especial com Rejane Ramos Klein (*)

“O aumento obrigatório do tempo da escolarização no ensino fundamental pode ser entendida como uma estratégia preventiva do risco social para o governamento de crianças e adolescentes e, por extensão, da população de forma geral”, diz a professora.

Confira a entrevista.

(*) Rejane Ramos Klein é graduada em pedagogia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, onde também fez o mestrado e o doutorado em Educação. Atualmente, é professora na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Antônio Bemfica Filho, em São Leopoldo (RS), e na especialização da Unisinos.

mais sobre o termo "biopoder"

quarta-feira, 9 de junho de 2010

@ Caminhos

Percursos contemporâneos

As aulas e os caminhos que os professores estão colocando em prática para fazer com que seus alunos lhes "concedam" sua atenção

Em sua origem, o termo estratégia (do grego, strategia) está relacionado à arte de coordenar ações de naturezas diversas - militares, políticas, econômicas, morais, segundo o Houaiss - na condução de um conflito. Saído das hostes militares, adquiriu, por derivação, um sentido mais amplo, relacionado à capacidade de gerir bem os recursos disponíveis, ou de usar um ardil para a obtenção daquilo que se quer. Pois no campo da prática docente, cada vez mais, o desenvolvimento de estratégias pessoais tem suplantado os rigores das metodologias consagradas, porém facilmente perecíveis, sempre buscando alcançar um valor maior: o de fazer consumar-se a relação de aprendizagem que dá sentido à escola. Ante o aluno contemporâneo, pautado pela sobreposição de estímulos e de informação, os professores tentam achar os caminhos possíveis.

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REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 157

terça-feira, 8 de junho de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

@ Palco Digital

Plataforma para conectar escolas de todo o país é lançada em SP

Uma plataforma digital de educação que busca conectar escolas públicas e privadas de todo o país foi lançada nesta terça-feira (1/6), no Itaú Cultural, em São Paulo (SP). Por meio do Palco Digital estudantes poderão divulgar atividades culturais de suas escolas e comunidades. O objetivo do projeto é que cada instituição de ensino interessada em participar crie um blog para postar textos informativos.

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

@ Novos talentos

Programa vai incentivar atividades extracurriculares

Com o objetivo de fomentar a realização de atividades extracurriculares como cursos, oficinas ou atividades equivalentes, no período de férias das escolas públicas e/ou em horário que não interfira na frequência escolar, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) instituiu nesta sexta-feira, 4, o Programa Novos Talentos.

Veja aqui a portaria que institui o programa e o edital com os critérios, instituições participantes e outros procedimentos. Mais informações pelo e-mail novostalentos@capes.gov.br e pelos telefones (61) 2022.6568 e 2022.6564.

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terça-feira, 1 de junho de 2010

@ Maus-tratos

Outros maus-tratos

por Rosely Sayão

A procuradora aposentada Vera Lucia Gomes, acusada de maltratar severamente uma criança de dois anos que pretendia adotar, já foi condenada por todos nós.

Quem é que não culpa um adulto que humilha, impõe castigos físicos torturantes, destrata e agride uma criança indefesa? Por isso, nos permitimos dar à procuradora adjetivos como louca, bruxa, psicopata.

Em entrevistas, a acusada reconheceu que exagerou algumas vezes no tratamento dado à garota, mas por um bom motivo: dar educação a ela. E Vera Lucia fez mais. Declarou que agiu mal porque perdeu a paciência com uma impertinência da menina, como acontece com quase todas as mães quando estas ficam nervosas, irritadas ou estão num mau dia.

Essa declaração da acusada revela um incômodo: por trás da tragédia que ela protagoniza se escondem milhares de dramas cotidianos vividos por crianças de todas as idades, inclusive por aquelas que vivem em famílias de classe média.

Decidimos colocar as crianças sob intensa pressão: elas precisam aprender a se comportar assim que os pais ensinam, elas precisam gostar de estudar e ter êxito na escola, elas devem aproveitar bem o que os pais lhe oferecem e demonstrar gratidão por isso e, principalmente, corresponder à expectativa de sua família.

Mas criança não aprende de primeira e, mesmo depois que aprende algo, irá transgredir e desafiar; criança gosta mesmo é de brincar, e não de estudar; criança acha que os pais têm obrigação de lhe dar tudo o que ela quer; criança não tem autocontrole e gosta de experimentar.

Num mundo em que a infância está desaparecendo e em que os adultos teimam em parecer juvenis, é quase uma impertinência a criança se comportar como tal, dar trabalho, exigir paciência e persistência dos adultos que a educam.

E é por essa razão que, todos os dias, muitas crianças sofrem: apenas porque são crianças e os adultos se impacientam com isso.

Hoje, alguns comportamentos delas são considerados síndromes, doenças, desajustes que exigem cuidados especializados e medicação.

Há muitas maneiras de se maltratar uma criança. Uma delas é não suportar que ela se comporte como criança.

(*) Rosely Sayão é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)

publicado no jornal Folha de S.Paulo, Equilíbrio, 01/06/10.

PARA LER

Como Amar uma Criança
Janusz Korczak
EDITORA Paz e Terra
QUANTO R$ 59, em média
Vale a leitura do livro de Janusz Korczak, que compreendeu de verdade a criança e buscou maneiras dignas de educá-la.

@ Demolition call

"Desde o vídeo clip do Pink Floyd, The Wall, eu não via uma crítica tão contundente ao ambiente escolar. Pode ser que seja tudo uma armação, mas na dúvida, eu repensaria o que estamos fazendo nas escolas. No nosso caso, basta pesquisar a quantidade de escolas depredadas e pichadas todos os anos. Me parece um bom indicativo do sentimento de opressão dos alunos no ambiente escolar." (Profa. Ana Beatriz Gomes)

assista o vídeo

fonte

@ Celular pedagógico

Aparelho estará nas salas de aula do mundo todo em dois ou três anos, prevê estudo

Hoje proibido na maioria das escolas, o celular está sendo apontado como ferramenta pedagógica do futuro. A previsão está em um estudo feito por especialistas em educação e tecnologia, entre outras áreas, de diversos países, inclusive o Brasil.

Na avaliação do relatório "2010 Horizon Report", o telefone móvel deve ser usado na maioria das salas de aula dentro de dois a três anos.

Mais que uma ferramenta de comunicação, ele se torna uma plataforma móvel de internet, que ainda permite filmar e fotografar.

Assim, alguns de seus usos na educação seriam como câmera fotográfica, filmadora, ferramenta de pesquisa e local de armazenamento de livros inteiros. "Com a mobilidade do celular, o aluno poderá fazer a lição de casa no carro ou no ônibus", exemplifica Cristiana Assumpção, a única representante do Brasil a assinar o estudo. Enquanto o futuro não chega, Cristiana diz que, no colégio Bandeirantes (zona sul de SP), onde coordena a área de tecnologia na educação, o uso do celular já ocorre em iniciativas pontuais.

Foi o que aconteceu também na Escola da Vila (zona oeste de SP), onde um grupo de estudantes lançou mão do aparelho para gravar um vídeo sobre o parque Ibirapuera para a aula de inglês. "Fizemos em meia hora, descarregamos e usamos o Movie Maker para editar", conta a aluna Dora Galvão, 14.

Indo um pouco mais longe, para os próximos quatro a cinco anos, segundo o estudo, caberia ao celular transmitir a realidade aumentada. A tecnologia permite que, ao apontar o telefone ou um netbook para um local, um objeto ou até uma imagem impressa num livro, o usuário receba mais informações. Uma foto de um leão permitiria assistir a um vídeo sobre o animal, por exemplo.

PROIBIÇÃO

A política de banir o celular na sala de aula é o que tem jogado para a frente a previsão de seu uso nas escolas. "A solução mais cômoda e ineficaz é mandar que o aluno desligue o aparelho", diz André Gutiettefz Caldeira, vice-presidente de tecnologia educacional da Positivo.

O grupo que ele dirige já desenvolveu interfaces para que uma aula pré-gravada, por exemplo, seja acessada pelo celular. Mas o conteúdo ainda é o mesmo oferecido nos portais online criados pela Positivo para escolas.

Rafael Fittipaldi, diretor de criação da produtora digital Cricket Design, parceira da Editora Moderna, diz que os sistemas de ensino já estão pedindo um conteúdo específico para celular, que deve estar em uso dentro de dois anos. A produtora também já testa a realidade aumentada.

Escolas precisam de subversão, diz professor da USP

A tecnologia permite colocar novas ideias em prática, mas isso de nada adianta se a escola continuar chata e careta. A opinião é compartilhada por estudiosos do uso da tecnologia na educação. Luli Radfahrer, professor de comunicação digital da ECA-USP e colunista da Folha, acredita que a escola precisa de mais subversão, "no sentido de pegar alguma coisa que já existe e mudar a função dela".

"Por que não criar uma wiki [enciclopédia colaborativa] de química feita por alunos do ensino médio?"

Nilbo Nogueira, doutor em educação com ênfase em novas tecnologias pela PUC-SP, dá outro exemplo: temas surgidos em sala de aula poderiam ser discutidos nas redes sociais. Para Luca Rischbieter, consultor em tecnologia educacional na Positivo Informática, os professores continuam muito conservadores. Além disso, eles ficam apreensivos por entenderem menos de tecnologia que os próprios alunos."É muito difícil a tecnologia entrar no dia a dia do professor quando ela não facilita o seu trabalho", diz Mauricio Pereira Fanganiello, responsável pelas iniciativas digitais da Editora Saraiva.

Por isso, é crucial que o papel da tecnologia esteja claro para os docentes, diz Betina von Staa, colega de Rischbieter na Positivo. Segundo ela, o uso de computadores e outras ferramentas eleva a autoestima do aluno, principalmente na rede pública. Como consequência do maior interesse pela aula, a evasão cai, constatou Betina em pesquisas.

publicado no jornal Folha de S.Paulo, Saber, 31/05/10.

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Seis tecnologias mudarão a universidade e a economia

segunda-feira, 31 de maio de 2010

@ Mais de uma escola

De dez docentes, dois atuam em mais de uma escola

A necessidade de trabalhar em muitos colégios para complementar renda não é realidade da maioria, revela Censo Escolar

Uma das grandes dificuldades apontadas por educadores de todo o País na carreira é o salário pago à carreira. Não são as raras as afirmações de que, para complementar a renda familiar, os docentes têm de trabalhar em mais de uma escola. Os dados do Censo Escolar revelam que, na verdade, essa é a realidade vivida por 23% deles.

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Professores "leigos" crescem 35% em dois anos

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@ Antialérgico

Lei obriga escolas públicas estaduais a adotar giz antialérgico

Agora é lei! As escolas da rede estadual serão obrigadas a substituir o giz de gesso por uma versão antialérgica. É o que determina a lei 5.730/10, publicada no Diário Oficial do Executivo. Para seu autor, deputado Marcelo Simão (PSB), a adoção do giz antialérgico
reduzirá a incidência de alergias em alunos e professores e ainda é vantajoso economicamente. - O giz antialérgico, no cálculo utilitário de custo benefício, leva enormes vantagens sobre o giz convencional, tanto no aspecto econômico como no da saúde dos professores e dos alunos. É mais macio e rende mais, não espalha pó, não suja as mãos e não quebram com facilidade, é plastificado e não é tóxico - explica o parlamentar

O Globo, 28/05/2010 - Rio de Janeiro RJ


LEI Nº 5730, DE 26 DE MAIO DE 2010.

DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO USO DE GIZ ANTIALÉRGICO NAS ESCOLAS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica estabelecida a obrigatoriedade do uso do giz antialérgico nas escolas da rede pública estadual.

Parágrafo único. As escolas mencionadas substituirão o giz de gesso pelo giz antialérgico.

Art. 2º O Poder Executivo baixará os Atos que se fizerem necessário a sua regulamentação.

Art. 3º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, em 26 de maio de 2010.

SÉRGIO CABRAL
GOVERNADOR

sábado, 29 de maio de 2010

@ Plano Nacional de Educação

MEC divulga texto final da Conae

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta terça-feira (25), o texto final da Conferência Nacional de Educação (Conae). O texto está disponível no link (clique aqui)

Leia entrevista com o coordenador da comissão especial de dinâmica e sistematização da Conae

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

@ Greve

Sobre o fim e a ilegalidade da greve

Por Antonio Bosco de Lima (*)

Chega ao fim uma greve que perdurou por quarenta e seis dias. Um das razões foi ter sido considerada ilegal, o que “queima o movimento” diante da sociedade e induz ao sindicato um castigo que o desmobiliza politicamente, pois o inviabiliza economicamente.

Pois bem, o que é ilegal? Ilegal, em primeiro lugar é o salário aviltante dos professores do Brasil e em particular dos professores da rede pública estadual de MG (um dos piores dentre os Estados mais ricos), Ilegal são as condições detrabalho desses mesmos professores que fazem duas ou mais jornadas para poderem sobreviver. Ilegal, ainda, é aceitar que os alunos vão para a escola devido à merenda e porque os pais não têm onde deixá-los. O poder público (executivo,judiciário e legislativo) e a imprensa deveriam considerar esta situaçã ocalamitosa ilegal, criminalizando-a.

Pois é ilegal também não considerar que a escola deveria ser mais legal para os seus alunos e que os professores estivessem felizes com o seu trabalho e que não fossem para a escola para também merendar. Sim, senhores, muitos professores também vão para a escola para participar da merenda.

Vamos constar na lista de ilegalidades que é ilegal um governo fazer propaganda para incentivar nossos jovens a ingressar em uma profissão, que, embora a principal de um país, condena nossos jovens a uma vida profissional muito breve: a média de atuação de um professor no Brasil não chega a quinze anos deatividade produtiva. Isto é ilegal: “nunca na historia deste país” vimos propaganda para o incentivo de qualquer outra profissão.

Acontece que ser professor hoje não é atrativo, nem econômico, tampouco de status profissional. Ilegal é investir em armamentos, em segurança, em construção de penitenciárias, em importação de tecnologias, quando o nosso pátio de intelectualidade não é inflada, não sofre incrementos e financiamentos suficientes para que o alicerce intelectual de uma sociedade, que deveria ser a escola, em seu modelo formal de educação, seja potencializada a ponto de, nas próximas décadas tornarmos este, um país realmente autônomo, como ocorreu com vários países que saíram de uma situação de emergência e agora situam-se como desenvolvidos.

Ilegal, senhores e senhoras é o exercício do podre poder. Senhores deputados, senhores juízes, senhores governadores, ilegal é manter a situação educacional brasileira como uma das piores da América Latina.

Ilegal é voltar para o ambiente de trabalho e encontrar colegas envergonhados por não terem aderido a um processo reivindicatório coletivo por medo do diretor, por medo de perder a aposentadoria, por medo de não gozar suas férias de meio de ano.

Quanta ilegalidade! E, somente uma sendo divulgada. A justa reivindicação de professores e professoras por condições objetivas dignas de trabalho para ser desmobilizada torna-se ilegal. É preciso legalizar a defesa por um salário compatível a uma profissão que exige muito do ser humano: bom humor,criatividade, sobriedade, seriedade, compromisso político, solidariedade com o outro, paciência.

Que exige do marido ou da esposa de professores um ligamento emocional, intelectual e uma imensurável dedicação que invade os seus lares. Que exige dos filhos destes professores que os finais de semana sejam divididos, entre o lazer, a companhia familiar e o corrigir provas, preparar aulas, enfim, preocupações com os filhos dos outros: os alunos. Paremos por aqui, pois este não é um texto legal!

(*) Professor da Faculdade de Educação (FACED/UFU)

terça-feira, 25 de maio de 2010

@ Bibliotecas

Lula sanciona lei que determina instalação de bibliotecas em escolas

Cada unidade deve ter pelo menos um título por aluno matriculado. 'Diário Oficial' também tem determinação sobre salas de aula em presídio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que determina a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino do país, incluindo públicas e privadas. De acordo com o texto, publicado no "Diário Oficial" da União nesta terça-feira (25), cada biblioteca deve ter, no mínimo, um título para cada aluno matriculado.

leia na íntegra

LEI Nº 12.244, DE 24 DE MAIO DE 2010
Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino doPaís.

LEI Nº 12.245, DE 24 DE MAIO DE 2010
Altera o art. 83 da Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984 - Lei de ExecuçãoPenal, para autorizar a instalação de salas de aulas nos presídios.

@ Recursos

Escolas podem pedir recursos para adequação de instalações

Escolas públicas que tenham estudantes com deficiência matriculados em classes comuns do ensino básico regular podem apresentar planos de trabalho com pedido de recursos do Programa Escola Acessível. Os repasses variam de R$ 12 mil a R$ 18 mil, segundo o número de matrículas da instituição de ensino no Censo Escolar.

De acordo com a Resolução nº 10/2010, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), podem fazer planos e pedir recursos as escolas que participaram, entre 2005 e 2008, do Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, desenvolvido pela Secretaria de Educação Especial (Seesp) do Ministério da Educação.

Podem receber recursos, transferidos pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), iniciativas de adequação arquitetônica ou estrutural de espaço físico reservado a salas de recursos multifuncionais; de adequação de sanitários, alargamento de portas e vias de acesso, construção de rampas, instalação de corrimãos e colocação de sinalização tátil e visual; de aquisição de mobiliário acessível, cadeira de rodas, material desportivo acessível e outros recursos de tecnologia assistiva.

A Resolução nº 10/2010 detalha os procedimentos a serem seguidos pelas escolas.

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@ Sistema de ensino

Sistema municipal de ensino

Por Maria Adelina Cantalogo Silva (*)

Recente pesquisa do IBGE, abordando o perfil dos municípios brasileiros no período de 2006 a 2009, publicada em maio de 2010, aponta que 83,3 % dos municípios com mais de 500 mil habitantes já tinham, em 2006, um sistema próprio de ensino, avançando este porcentual para o patamar de 97,5% no ano de 2009. Focando a tendência regional, só no Sudeste este porcentual subiu de 37,8% em 2006 para 48,8% em 2009.

Na vanguarda de Minas Gerais, as cidades de Juiz de Fora, Araguari, Uberaba e Belo Horizonte já operam com um sistema próprio de ensino. Considerando-se os 5.565 municípios brasileiros, houve um aumento aproximado de 10% de municípios que constituíram sistemas próprios de ensino. Estes dados põem em relevo a busca dos municípios pela autonomia, no que tange aos seus assuntos educacionais.

Na sua materialidade, um sistema municipal de ensino constituiu-se pelas instituições de ensino fundamental e de educação infantil, criadas e mantidas pelo poder público municipal; pelas instituições de educação infantil, criadas e mantidas pela iniciativa privada; pelos órgãos educacionais que compõem o sistema municipal de ensino e por um conjunto de normas educacionais que organizam o seu funcionamento.

Organizar os próprios sistemas de ensino é prerrogativa dos municípios desde a Constituição Federal de 1988, onde os sistemas passaram a usufruir de existência legal, ficando sua organização e modo de funcionamento sob a esfera da autonomia dos entes federativos. A L.D.B 9.394/96 reafirma este direito e determina que os municípios possam optar por ter um sistema próprio de ensino; integrar-se ao sistema estadual de ensino ou ainda compor com o estado um sistema único de educação básica. Entende-se que esta opção deva ser refletida e discutida mediante o conjunto das leis educacionais e da consulta à sociedade, face aos objetivos maiores da educação escolar.

Optar por um sistema de ensino próprio significa compreender a dimensão dessa transferência de responsabilidades e assumir os aspectos dela decorrentes no que tange aos impactos orçamentários, organização, normatização e direcionamento político-pedagógico. Em defesa de um sistema municipal de ensino próprio apontamos como vantagem a autonomia do sistema para elaborar normas e diretrizes educacionais próprias, aproximando-as das instâncias de decisão dos cidadãos de forma a viabilizar políticas de gestão educacional sintonizadas com as aspirações e necessidades da população.

As ações compartilhadas entre os sistemas também ficam favorecidas e os municípios passam a ter agilidade para autorizar e credenciar as escolas de seu sistema de ensino, aprovar regimentos escolares, planos curriculares, calendários escolares e outros documentos, além da competência para supervisionar as escolas da rede privada.

Desta forma o município, afirma a autonomia que lhe é conferida pela Constituição e pela LDB com liberdade para definir suas próprias normas educacionais nos limites da lei federal. Em face desta tendência nacional fica a pergunta: Uberlândia persistirá se privando do direito constitucional que lhe é dado para organizar e manter sua rede de ensino, segundo seus interesses, peculiaridades e autonomia ou continuará se colocando como subsistema do estado?

(*) Servidora pública

Publicado no jornal Correio, p. A2, 25/05/10.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

@ Educação de qualidade

A educação mobilizando o Brasil
MILÚ VILLELA e MOZART NEVES RAMOS (*)

Vai ficando cada vez mais evidente que o próximo desafio para o país é a oferta de educação de qualidade para todos os brasileiros.

Hoje, é consenso que, sem educação, será difícil alinhar o desenvolvimento econômico e os ventos de prosperidade a uma mudança sustentável no campo social.

Somente a educação é capaz de promover a construção de um país mais justo para todos. Segundo o economista da Fundação Getulio Vargas (RJ) Marcelo Néri, membro do movimento Todos pela Educação, cada ano de estudo produz um impacto de 15% na renda média do trabalhador brasileiro.

O Brasil deslancha na economia, tornando-se cada vez mais um porto seguro para novos investimentos estrangeiros. As janelas de oportunidades criadas por essa economia próspera, entretanto, não serão devidamente aproveitadas por nossos jovens, por conta da baixa qualidade do ensino.

Se, no passado, havia falta de oportunidades de emprego no mercado de trabalho, agora há falta de gente qualificada para aproveitá-las. A precariedade do ensino parece ser o grande entrave para o crescimento sustentável do Brasil.

Por essa razão, os vários segmentos da sociedade estão cada vez mais engajados na causa educacional. A atmosfera de mobilização nacional em prol da universalização da educação de qualidade vem se fortalecendo a cada dia, desde o surgimento do movimento Todos pela Educação, com o apoio decisivo dos meios de comunicação.

Com cinco metas claras para a educação brasileira, o Todos pela Educação vem abrindo novas frentes de participação social; setores que, antes, só se preocupavam com a causa da educação de qualidade, agora participam ativamente.

Antes mesmo da confirmação oficial dos candidatos à Presidência da República, diferentes setores da sociedade civil, todos engajados na mesma causa, já começam a preparar propostas e documentos que possam contribuir para que a educação dê um salto de qualidade nos próximos anos, aproveitando as conquistas alcançadas até aqui.

Antes mesmo da confirmação oficial dos candidatos à Presidência da República, diferentes setores da sociedade civil, todos engajados na mesma causa, já começam a preparar propostas e documentos que possam contribuir para que a educação dê um salto de qualidade nos próximos anos, aproveitando as conquistas alcançadas até aqui.

Uma coisa é certa e parece unânime em todas as frentes engajadas pela educação de qualidade: o grande salto na educação só ocorrerá quando o país definitivamente valorizar os seus professores, o que é fundamental para atrair os jovens mais talentosos e preparados do ensino médio para o magistério. E a receita para isso já é bem conhecida: salários iniciais atraentes, carreira promissora, formação inicial sólida e condições de trabalho apropriadas. Foi assim que fizeram os países que estão no topo da educação mundial.

Todo esse movimento sinaliza um tempo de forte mobilização pela educação. Há quatro anos atrás, o Todos pela Educação tinha um sonho, o de ver este país mobilizado, engajado nessa causa. Esse sonho começa a se materializar. Para o bem do país e da manutenção de nosso vigor econômico.

(*) MILÚ VILLELA é membro fundador do movimento Todos pela Educação, presidente do Instituto Faça Parte, do Centro de Voluntariado de São Paulo e embaixadora da Boa Vontade da Unesco.
MOZART NEVES RAMOS é presidente-executivo do movimento Todos pela Educação.

publicado no Jornal Folha de S.Paulo, em 24/05/10.

domingo, 23 de maio de 2010

@ Bullying

''Não existe escola sem bullying''

O tema virou obrigatório no universo escolar. Bullying, termo inglês que define todo tipo de preconceito, discriminação e violência entre crianças e adolescentes nas escolas, atinge todas as classes sociais. Os casos têm aumentado tanto que, na semana passada, a Justiça de Belo Horizonte determinou que um adolescente pagasse indenização de R$ 8 mil a outro por bullying. "Escola que anuncia não ter casos de bullying está fazendo propaganda enganosa", diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que acaba de lançar um livro sobre o assunto. Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas ajuda a identificar e combater o fenômeno.

leia na íntegra

Pesquisa revela que 70% dos alunos já presenciaram maus-tratos de colegas

Uma pesquisa nacional sobre o bullying - agressões físicas ou verbais recorrentes nas escolas - mostrou que cerca de 70% dos alunos do País já viram algum colega ser maltratado pelo menos uma vez na escola. Na Região Sudeste, o índice chega a 81%, revela estudo feito pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), a pedido da organização não governamental (ONG) Plan.

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Estudos associam o bullying a comportamento agressivo

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@ Ensino Técnico-profissional

Cem anos de ensino industrial

Autor(es): Arnaldo Niskier (*)
Correio Braziliense - 22/05/2010

Uma visita ao Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio de Janeiro, que hoje abriga cerca de 10 mil estudantes de ensino profissional, coloca para nós a matéria na ordem do dia. Será mesmo esse o caminho para a valorização dessa importante usina de fornecimento de recursos humanos para o nível intermediário? A primeira impressão é altamente positiva, pois os estudantes da escola do Maracanã são unânimes em afirmar a qualidade do que lá é ensinado e aprendido.

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(*) Doutor em educação, presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) Rio de Janeiro e membro efetivo da Academia Brasileira de Letras

@ Jornais Estudantis

Jornais estudantis ganham apoio do governo federal

As notícias dos bairros e das cidades pela visão dos alunos de 1.043 escolas públicas de educação integral podem ser lidas a partir dos jornais escolares divulgados pelas instituições. Para qualificar o trabalho dos monitores responsáveis por esses cotidianos, o Ministério da Educação assinou nesta quinta-feira (20), em Brasília, um acordo de cooperação com a ONG Comunicação e Cultura, de Fortaleza, e com o Instituto C&A de Desenvolvimento Social, de São Paulo.

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dica: acessar a seção "Publicações" da ONG Comunicação e Cultura.

sábado, 22 de maio de 2010

@ Feira do Livro

Feira do Livro de Ribeirão tem lançamento oficial

Segunda maior feira do livro a céu aberto do Brasil, a 10ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão foi lançada ontem (21/05) na ACI-RP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão).

Hoje, o título de maior feira do livro a céu aberto pertence a Porto Alegre, que está na 55ª edição.

Entre as novidades deste ano em Ribeirão está o "cheque livrinho", uma espécie de vale que será distribuído para crianças de 5ª e 6ª séries de escolas municipais da periferia.

"Temos R$ 300 mil. As crianças terão oportunidade de comprar o primeiro livro na feira. Estamos pedindo apoio dos empresários para aumentar esse valor", disse Farias.

A feira irá de 10 a 20 de junho e terá escritores, apresentações musicais, palestras e peças de teatro.

acessar website

Publicado no jornal Folha de S.Paulo, em 22/05/10.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

@ Escolas rurais

Estudo divulgado pela CNA mostra que as escolas rurais são escolas esquecidas pelo restante do Brasil

Pesquisa do Ibope e Instituto Paulo Montenegro detalha as precariedades do ensino básico no interior do Brasil, que condena alunos das áreas rurais à falta de perspectivas de futuro

leia na íntegra

Clique aqui para ver o estudo.

Clique aqui para ver o projeto Escola Viva.

Escolas rurais ainda têm estrutura deficiente; 70% não contam com biblioteca

quarta-feira, 19 de maio de 2010

@ Tecnologia social

Revista Fórum promove concurso entre educadores da escola pública

As inscrições podem ser realizadas de 27 de janeiro a 28 de junho de 2010, pelo site.

O Concurso "Aprender e Ensinar Tecnologia Social" é destinado exclusivamente a professores do ensino fundamental de escolas públicas e de espaços não-formais de educação de todo o Brasil. Os interessados devem apresentar uma proposta de atividade que discuta o tema. Cinco educadores serão premiados com uma viagem ao Fórum Social Mundial 2011 em janeiro, no Senegal.

leia na íntegra

terça-feira, 18 de maio de 2010

@ Inovadores

Prêmio Educadores Inovadores 2010

inscrições até 2 de julho

acessar

@ Mentes perigosas


Bullying - Mentes Perigosas na Escola

Todos os dias a vida de milhares de crianças e jovens brasileiros é afetada por um fenômeno cada vez mais comum: o bullying.

leia na íntegra

leia um trecho do livro (em pdf)

@ Inclusão digital

Governo planeja banda larga, mas gasta só 5% com inclusão digital

O governo federal deve investir cerca de R$ 13 bilhões na Telebrás, empresa que será responsável por implementar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O projeto prevê a triplicação do acesso à internet em alta velocidade no país até 2014. No entanto, enquanto o governo se preocupa com o PNBL, o programa de “inclusão digital” - com orçamento milionário administrado principalmente pelos ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia - não está sendo aproveitado de forma satisfatória. Até 13 de maio, só 5% dos R$ 456 milhões previstos para 2010 foram desembolsados. Clique aqui para ver a tabela.

Um dos principais objetivos do programa é implementar projetos e ações públicas de inclusão digital por meio de parcerias com empresas estatais, estados, municípios e demais poderes. A finalidade é fomentar o acesso à banda larga a comunidades beneficiárias no programa Gesac, responsável por disponibilizar conexão gratuita à internet. Isso inclui operação do sistema de acesso a serviços públicos e à rede mundial de informação, por meio eletrônico, inclusive acompanhamento, avaliação de desempenho e de satisfação dos usuários e fiscalização da prestação de serviços.

O Ministério das Comunicações foi o órgão que mais desembolsou recursos nos últimos cinco anos no programa, com mais de R$ 232 milhões, 50% do valor total aplicado pelas pastas envolvidas. Só em 2008, foram R$ 170 milhões pagos. Apesar disso, no ano passado, os valores aplicados não foram suficientes para o bom funcionamento do programa. Somente 18% da dotação prevista em 2009 foi de fato utilizada. Já de janeiro ao começo de maio deste ano, apenas 8% da verba autorizada foi gasta (veja tabela).

leia na íntegra

domingo, 16 de maio de 2010

@ Museus



Instituições de todo Brasil promovem eventos com tema Museus para harmonia social

Para comemorar o Dia Internacional dos Museus (18 de maio), o Conselho Internacional de Museus (ICOM) elegeu, em 2010, o tema: “Museus para a harmonia social”. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) vai celebrar a data com o mesmo tema, promovendo a 8ª Semana Nacional de Museus. No período de 17 a 23 de maio, a programação conjunta tem o objetivo de promover a integração das instituições museológicas, intensificando suas relações com a sociedade.



quarta-feira, 12 de maio de 2010

@ Obesidade infantil

Crianças Obesas: Maior Risco de Bullying

Casa Branca lança plano para reduzir obesidade infantil

Uma em cada seis crianças americanas é gorda demais; aqui, problema atinge 9%, mas já preocupa

Acabar com a obesidade infantil em uma geração. Esse é o objetivo de um plano de ação apresentado ontem pela primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, em uma cerimônia na Casa Branca.

A estratégia reúne 70 propostas para reduzir a 5% o índice de obesidade infantil em 2030. Hoje, uma em cada seis crianças nos EUA é obesa. Uma em cada três tem sobrepeso.

Entre as medidas propostas estão o aumento do consumo de frutas e verduras e a redução da ingestão de açúcar. Outras sugestões visam promover uma alimentação mais saudável nas escolas e estimular a prática de atividade física.A iniciativa também aposta na prevenção da obesidade por meio do aleitamento e da educação de gestantes para manutenção de dieta equilibrada.

Vários estudos mostram que bebês amamentados no peito durante os nove primeiros meses e filhos de mães que não ganharam peso excessivo na gravidez têm menos chance de se tornarem adultos obesos.

O plano inclui recomendações para os restaurantes, sugerindo que eles reduzam os tamanho das porções e melhorem os cardápios infantis.

No Brasil, 13% das crianças e adolescentes entre sete e 17 anos têm sobrepeso e 9% são obesas. "Também temos essa preocupação. É nessa idade que se pode prevenir a obesidade na vida adulta", diz Cláudia Cozer, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Publicado no jornal Folha de S.Paulo, Saúde, 12/05/10

Childhood Obesity Task Force Unveils Action Plan: Solving the Problem of Childhood Obesity Within a Generation

White House Task Force on Childhood Obesity Report to the President

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@ Conceitos de Física

Videogame que ensina física

Agência FAPESP – Uma espaçonave de tamanho subatômico tem a missão de capturar partículas, identificá-las e com elas montar estruturas atômicas em outro planeta. Essa é parte da missão do Sprace Game , um jogo de computador projetado por físicos do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) com o objetivo de transmitir conceitos de física de partículas para o público leigo.

Por funcionar em plataformas enxutas, o Sprace Game pode servir como ferramenta de ensino em escolas e instituições com poucos recursos, necessitando apenas do acesso à internet. O jogo é gratuito e pode ser acessado na página do Sprace: Sprace Game

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

@ Leia sem pagar

Vontade de “dar vida” aos livros já lidos e “estacionados” na estante de casa motivou o analista de sistemas Arley Lobato, 28 anos, a criar o site Trocando Livros, uma ferramenta virtual gratuita que permite comunicação entre os usuários cadastrados com objetivo de trocar livros, que posteriormente são enviados pelo correio.

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domingo, 9 de maio de 2010

@ Por um Sistema Nacional

A publicação “Por um Sistema Nacional de Educação”, de autoria do professor Jamil Cury, um dos maiores especialistas da área, apresenta um pouco da história do Plano Nacional de Educação no Brasil e várias de suas ideias para subsidiar a elaboração do novo PNE (2011—2020), cujo Projeto de Lei será encaminhado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional até o final de 2010. A publicação, voltada para jornalistas e interessados na área, está disponível para download.

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Jamil Cury é doutor em Educação e professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

@ Equidade

Falta de equidade é entrave para Educação

Estudo indica desigualdades entre Idebs de escolas do mesmo município

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Para ver o estudo completo clique aqui.

@ Custo Aluno-Qualidade

CNE aprova resolução do Custo Aluno-Qualidade Inicial

O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou no início da tarde desta quarta-feira, 5/05, a Resolução 8/2010 que normatiza os padrões mínimos de qualidade da educação básica nacional de acordo com o estudo do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial), desenvolvido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. O documento é o principal produto do Termo de Cooperação firmado entre a Câmara de Educação Básica do CNE e a Campanha em 5 de novembro de 2008. A Resolução segue agora para homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad.

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sábado, 8 de maio de 2010

@ Construtivismo

Salto no escuro

Seis de cada dez crianças brasileiras estudam segundo os dogmas do construtivismo, um sistema adotado por países com os piores indicadores de ensino do mundo

matéria publicada na Revista Veja, edição 2164, 12/05/10

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veja o quadro "A desconstrução do construtivismo"

sexta-feira, 7 de maio de 2010

@ Bibliotecas públicas

Uberlândia está em 27º lugar em ranking de bibliotecas

Apesar da colocação, número de empréstimos está acima da média nacional

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Primeiro Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais

MinC divulga pesquisa encomendada à FGV, que revela o perfil das instituições em todo o país, e esse mapeamento inédito permitirá o aperfeiçoamento das políticas para o setor

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1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais ( download )

@ Homofobia & Educação

Faça o donwload do livro Homofobia & Educação: um desafio ao silêncio.

Clique aqui.

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mais:

Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero

Debora Diniz

As famílias mudam, o jeito de cuidar não

@ Preconceito e discriminação

Pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar

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Pesquisa comprova discriminação nas escolas

Autor(es): Agencia O Globo/Adauri Antunes Barbosa
O Globo - 07/05/2010

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'O preconceito tem nomes específicos'

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Bolsa Família

Estudo mostra limites do Bolsa-Família

Apesar de ter colaborado para o aumento do número de matrículas em escolas públicas, o programa federal de transferência de renda tem pouca influência nas taxas de evasão e rendimento, segundo pesquisa de universidades brasileira e norte-americana

íntegra: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100502/not_imp545863,0.php

Estudo da ESALQ recebe Prêmio Bolsa Família

Ana Lúcia Kassouf (http://lattes.cnpq.br/8017029874158682 ) , docente do departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) e pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da ESALQ, em parceria com o professor da Paul Glewwe ( http://www.apec.umn.edu/faculty/pglewwe/ ), da Universidade de Minnesota ( http://www1.umn.edu/ ), analisaram oito anos do censo escolar brasileiro - de 1998 a 2005 - com o objetivo de mensurar o impacto do Programa Bolsa Família no rendimento escolar de estudantes no País. A comparação foi feita entre escolas públicas de ensino fundamental com alunos recebendo o apoio do Bolsa Família e escolas sem alunos recebendo o benefício, em diferentes períodos.

íntegra: http://www.esalq.usp.br/destaques2.php?id=831

# O trabalho na íntegra está disponível em: http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/Cepea_ImpactoBolsaFamilia_Premio.pdf

outro lado

Bolsa Família tem impacto positivo sobre evasão escolar

Autor(es): Luciano Máximo, de São Paulo
Valor Econômico - 07/05/2010

Alunos cujas famílias recebem dinheiro do Bolsa Família apresentam melhores índices de aprovação e abandono escolar que os estudantes regulares da rede pública brasileira. Esse é o principal resultado do cruzamento de informações entre o Educacenso e o Sistema Presença, ferramenta do Ministério da Educação (MEC) que verifica se os filhos dos beneficiados do principal programa social do governo federal estão indo à escola.

leia na íntegra

quarta-feira, 5 de maio de 2010

@ Guia

Guia online ajuda jornalista a denunciar exploração sexual de criança

A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) lançou um guia online para jornalistas com sugestões de como produzir reportagens sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, maneiras de abordar os entrevistados, onde conseguir dados e quais os melhores termos para serem usados. A ideia é ajudar os comunicadores a produzirem matérias mais consistentes e a preservarem as vítimas e suas famílias.

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Violência Sexual – Guia Online para Jornalistas

@ Primeira infância

Anped divulga manifesto contra matrícula de crianças de cinco anos no ensino fundamental

leia na íntegra

Leia o manifesto na íntegra.


Undime apóia carta da Rede Nacional Primeira Infância

A Undime assinou hoje, dia 03, a carta da Rede Nacional Primeira Infância, que pede a rejeição ao Projeto de Lei – PL nº 6755/ 2010, que estabelece o ingresso das crianças no ensino fundamental aos cinco anos de idade. O PL tramita na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Para a Undime e as demais entidades que integram a Rede Nacional Primeira Infância, antecipar o ingresso da criança ao ensino fundamental é colocar em risco a infância. Nesse período devem ser trabalhadas as brincadeiras, atividades lúdicas e o aprendizado de acordo com as características da idade. Esse processo é fundamental para o bom desenvolvimento da criança, sua adaptação e o próprio passo seguinte, da alfabetização.

Além do impacto sob a infância, a mudança implica diretamente sobre a formação dos professores e impõe novas exigências aos sistemas de ensino dos municípios. Segundo o projeto, no dia posterior em que a criança completa cinco anos de idade, automaticamente ela teria seis anos.

Segundo a professora Maria do Pilar Lacerda, Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, essa é uma interpretação equivocada, pois, “se a criança automaticamente tem seis anos no dia posterior ao seu aniversário de cinco anos, então, no dia posterior ao nosso nascimento, pressupõe-se que já teríamos um ano”, afirmou.

Por esses motivos, a Undime está realizando uma mobilização, entre os Dirigentes Municipais de Educação, para que enviem mensagens aos deputados solicitando que votem contra o Projeto de Lei, conforme modelo abaixo:

“Eu, como membro da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, entidade que integra a Rede Nacional Primeira Infância, apoio a carta que pede a rejeição ao PL 6755/ 2010, em tramitação nessa Casa e que, caso aprovado, afetará 3 milhões de crianças, distribuídas nos 5.563 municípios brasileiros”.

O texto pode ser enviado por meio do sistema de mensagens da Câmara dos Deputados ou para todos os deputados, cujos correios eletrônicos estão disponíveis na planilha abaixo:
Contatos de todos os Deputados

fonte

Projeto reduz idade para criança frequentar escola

@ Mãos limpas

Campanha da OMS: Salve Vidas, Higienize as mãos

Como parte da Campanha "Uma Assistência Limpa é uma Assistência mais Segura", a Organização Mundial da Saúde (OMS) convoca uma jornada global de conscientização sobre a higienização das mãos, em 5 de maio de 2010. Melhore a higienização das mãos e ajude a salvar vidas, reduzindo as infecções relacionadas à assistência à saúde no local do seu trabalho.

Guia de higienização das mãos (sumário)
Guia de higienização das mãos

Save lives: clean your hands campaign

mais


Em comemoração ao Dia Mundial de Higienização das Mãos, hoje (05/05), o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) participa do “Desafio global: uma assistência limpa é uma assistência mais segura”, promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A campanha mundial da OMS “Salve Vidas: Higienize as mãos” tem como objetivo melhorar a higienização, reduzindo as infecções relacionadas à assistência à saúde e promovendo a segurança de pacientes, profissionais e demais usuários nos serviços de saúde. A meta do ano de 2010 é que haja o registro de 10 mil hospitais participantes da campanha. O simples gesto de se lavar as mãos pode salvar a vida de um milhão de crianças por ano no mundo, segundo a Unicef, que organizou para esta quarta-feira o
primeiro Dia Mundial da Lavagem de Mãos. A cada dia no mundo, 5 mil crianças de menos de 5 anos morrem de doenças diarreicas, indicou ontem a porta-voz da Unicef em Genebra, Véronique Taveau. “A metade destas mortes pode ser evitada se as crianças desenvolverem
o hábito de se lavar as mãos com sabão, antes do almoço e depois de ir ao banheiro”, afirmou.
“O Dia Mundial da Lavagem de Mãos abre uma verdadeira batalha planetária pela higiene, cujos
protagonistas serão as próprias crianças”, disse Taveau. “São as crianças, em casa com a família ou na comunidade, que vão introduzir em seu meio um gesto simples que salva vidas”, disse.

fonte: Jornal Correio, p. A3, 05/05/10

terça-feira, 4 de maio de 2010

@ PROUNI

PROUNI: solução ou problema?

por Eduardo Macedo de Oliveira

No dia 02 de maio, o programa “Fantástico” da rede Globo exibiu uma matéria revelando a existência de bolsas integrais destinadas a alunos de cursos superiores privados e oriundos de famílias cuja renda mensal familiar, por pessoa, era superior a um salário mínimo e meio: R$ 765. Os referidos alunos beneficiavam-se do Programa Universidade para Todos (PROUNI), criado pelo governo federal através da Lei nº 11.096, promulgada em 13 de dezembro de 2005, que oferece bolsas parciais ou integrais para alunos ingressantes em instituições particulares. A concessão de bolsas por estas instituições tem como contrapartida, a isenção de alguns tributos às respectivas instituições que aderem ao programa. Uma condição do programa é que o aluno tenha cursado o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista integral em escola particular, além da comprovação da renda familiar.

De fato, o PROUNI é uma alternativa para o enfrentamento do imenso passivo relativo ao número de jovens, entre 18 e 24 anos, frequentando o ensino superior. Para um país incluído entre as 10 maiores economias do mundo, revela-se paradoxal que não consigamos ter neste nível de ensino, taxas de escolarização líquida compatíveis com esta realidade econômica. Somos prósperos, contudo falta-nos um equilíbrio frente às demandas sociais, em especial na área educacional.

Pois bem, aqui em Uberlândia, o PROUNI também atende também alunos, através da oferta de bolsas de estudo. Os cursos superiores disponibilizados são diversificados, existindo cursos presenciais e à distância, bacharelados ou de graduação tecnológica, por exemplo.

Carla (pseudônimo) é uma das jovens contempladas com uma bolsa integral. Matriculou-se em um curso superior tecnológico à distância, oferecido através de um polo existente em nossa cidade, e mantido por uma instituição cuja matriz não se encontra em nosso estado. A duração do referido curso estava prevista para 02 anos, mas Carla abandonou-o precocemente, pois se constatou que o curso não atendia às suas expectativas. Observou que não teria contato com professores, ou seja, encontros presenciais com os mesmos. Não teria à disposição laboratórios, muito menos a exigência e realização de estágios, tão-somente atividades complementares, além obviamente de estudos via internet.

A instituição mantém somente em Minas Gerais, 63 polos presenciais. Outras instituições, com seus polos, também se encontram presentes em nossa cidade, bastando verificar o Sistema de Consulta de Instituições Credenciadas para Educação a Distância e Polos de Apoio Presencial, da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação, através do link http://siead.mec.gov.br/novosiead/web/site/.

Concluindo, o PROUNI tornou-se um programa que possibilitou, de fato, o ingresso de milhares de jovens ao ensino superior, sem o qual seriam remotas as suas possibilidades. Contudo, e diante dos fatos acima citados, o mesmo merece e requer uma supervisão e funcionamento mais rigorosos e minuciosos. Creio que nossos jovens precisam de cursos de qualidade, onde possam ter uma formação compatível com o seu crescimento pessoal e em sintonia com um mercado de trabalho cada vez mais seletivo. Somente 50% dos jovens entre 15 e 17 anos encontram-se cursando o ensino médio. Concluí-lo, é uma tarefa heroica. Nossos jovens merecem melhores oportunidades.

@ Recursos x Qualidade

Recursos não garantem bom ensino, aponta estudo

Ministério da Educação compara gasto dos Estados com cada aluno anualmente e os resultados do Ideb

Um levantamento realizado pelo Ministério da Educação demonstrou que recursos financeiros em caixa não garantem um ensino de qualidade às crianças e aos adolescentes do País. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, dinheiro explica apenas 50% dos resultados de desempenho de uma escola, cidade ou Estado. O restante depende de boa gestão, projetos pedagógicos consistentes e envolvimento.

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Soluções tecnológicas miram escolas públicas

Lousa multimídia de aço e teclado antivandalismo são alguns dos produtos desenvolvidos para preservar investimento em tecnologia

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